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Posts Tagged ‘entrevista’

Há alguns meses, fiz uma longa e super bacana conversa via Skype com o Luis Fernando Imperator, para se tornar a primeira entervista em áudio do blog dele. Há poucos dias, ele publicou o áudio dessa conversa, com um resumo e destaques em texto muito legais. Eu mesmo gostei muito de rele e ouvir novamente a conversa.

Acesse o blog dele e leia/ouça essa nossa conversa.

Se você gostou, passe por aqui e deixe seu comentário :-)

Obrigado.

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alexandre-gama

Assisti na semana passada a primeira aula do curso Grandes Publicitários, na Casa do Saber, com Alexandre Gama, da agência Neogama. O organizador do curso e entrevistador é o também publicitário Celso Loducca, da Loducca. Escrevi um rápido post com meus motivos para fazer esse curso.

Fiz uma série de anotações em mapas mentais rascunhos, que é a maneira que mais gosto de escrever em reuniões e palestras. Escrevo para me lembrar depois e escrevo para me lembrar na hora. Acredito que penso melhor, presto mais atenção e capto mais os pontos importantes quando anoto.

Abaixo, Alexandre Gama, por ele mesmo, com meus pitacos.

Estilo pessoal:

  • Sou tímido, competitivo e curioso.
  • Sou mais injusto comigo mesmo, do que com os outros.
  • Aos 17 anos, praticava 6h por dia de violão.
  • Muito medo de ter o rabo preso. De dever favores, de poderem jogar na minha cara. Minha ética vem mais do medo.
  • Sou cada vez mais impermeável ao que os outros acham de mim.
  • Quero ser o melhor em cada função que faço.
  • Não sou o líder ideal. Sei que não dou muita direção. Não fico em cima. E não dou conforto.
  • Se fosse dar um conselho para ele mesmo, quando mais jovem: “pega mais leve…” Não colou, pelo menos para mim.
  • Quero ser o “ghost in the machine”, que muda as coisas, por dentro, sem que a máquina perceba.

neogama-agencia

Agências:

  • A coisa mais difícil é entrar em uma agência, a segunda é ficar. :-)
  • Uma “grande mentira é: entre na função que der, depois, lá dentro, você muda”.
  • Prêmio é uma escada que te ajuda no começo, mas não é tudo.
  • Nas perguntas contou a história do garoto que foi na agência e gravou um vídeo dizendo “eu quero trabalhar aqui..” e com isso ganhou um estágio lá. Disse: foi um bom comercial de de 30″, chamou a atenção, agora precisa provar que é um bom produto.

Publicidade:

  • Sobre o poder (maléfico) da publicidade: é apenas uma ferramenta. Quem deve levar a culpa, a mão que usa, ou a ferramenta que é usada?
  • Nossa sociedade é de consumo. Tudo é baseado no consumo. A publicidade é uma parte disso. É preciso criticar, discutir a sociedade, daí passar pela publicidade. E não o inverso.
  • “Não faço publicidade, eu tenho ideias”. Eu achei meio batido.
  • O Bradesco apareceu muito mais quando focou num tema só (Banco do Plantea), gastando a mesma coisa.

Dicas sobre carreira, para publicitários:

  • Pouca gente dá valor ao texto. Escrever bem é pensar bem.
  • Bom redator é um bom planejador.
  • Para escrever melhor é preciso ler melhor (e mais) e escrever mais.
  • Não me dê liberdade, me dê foco. O poder da escassez.
  • Quem não tem nada, não tem nada a perder. Pode arriscar tudo.

Internet

  • Internet é apenas uma ferramenta dentro da caixa de ferramentas. Pareceu ainda não ter comprado a ideia de que a internet está mudando e muito a vida das pessoas. E que vai mudar muito ainda. Deu um exemplo de uma campanha só pela internet que não vendeu carros. Mas não disse quando, nem como. Achei estranho. Talvez uma forma de contar que outra agência não entregou e eles sim.

Ideia prima e War Map

  • Procura criar para cada cliente uma “ideia prima”, que posiciona, diferencia a empresa, que desloca a concorrência.
  • Junto entrega um “War Map” com as ações a serem tomadas.
  • Gostei desses dois conceitos, mas deve ser difícil que isso funciona na prática mesmo. Um dos clientes deles é a TIM. Mesmo com um war map e uma ideia prima, me parece que é uma empresa, n oserviço, atendimento, etc, muito parecida com a Claro e Vivo.

Empreendendo:

  • Fundou a Neogama em 99-00, em plena desvalorização cambial.
  • Qual o valor de uma agência quando a economia pára? Muito pouco. Mas decidiu ir em frente: pau na máquina.
  • Há uma grande diferença entre o bravo e o corajoso. O bravo é aquele que enfrenta, sem saber o tamanho da encrenca. O corajoso é aquele que calcula, avalia, conhece, e mesmo assim enfrenta o problema. Gostei muito dessa parte, e vi que muitas vezes sou mais bravo do que corajoso, que é mais difícil (e mais eficiente). :-)
  • O Brasil é uma montanha russa. O brasileiro bom é aquele que entende isso, e entra nesse jogo, aproveita, aprende e ganha. É aquele que compra o ingresso da montanha russa.
  • Nosso primeiro posicionamento foi: tirar o máximo do mínimo. Dar resultado.

Sobre sucesso, fracasso e persistência:

  • Nenhum fracasso determina seu destino. Não acaba com você. Sabendo disso fica mais fácil passar por cima dos erros.
  • O medo do fracasso muitas vezes é o medo do julgamento dos outros.
  • No início, pensava com freqência: “hoje vão me desmascarar… hoje vão descobrir que não sou genial…” :-)
  • Vencer não é o contrário de perder, mas de desistir.
  • Sucesso é fazer o que te dá muito prazer e você faz muito bem. Não fiquei muito rico, apenas me casei uma vez só. Uma piada com o Loducca, que parece ter várias ex-mulheres (que são para sempre, como me disse um amigo certa vez).
  • Se programou para cada etapa de sua carreira. E isso ajudou.
  • Acredito no talento, mas é preciso suar. O cérebro, o talento é como um músculo, que precisa ser exercitado, para melhorar.
  • Quando você não desiste, o mundo desiste de você. Daí vem o sucesso.
  • Tem gente que tem medo de mostrar seu trabalho. Quem não tem esse medo, chega mais longe.
  • Quero fazer coisas grandes. Porque posso. E porque devo.

Sustentabilidade:

  • Lucro é a mola do capitalismo. A sustentabilidade precisa se estabelecer usando o lucro como mola, como impulsionador.
  • Falou várias vezes sobre sustentabilidade, sobre seu interesse nessa área. Parecia até que iria montar uma nova empresa. Que iria se tornar um empreendedor social, ou algo do gênero.
  • Mas achei que ele estava equivocado, que ainda não entendeu o conceito. Deu um exemplo do “bolsa floresta”, onde um amazonida recebe um bolsa família se preservar a floresta de sua pequena propriedade.

Agência como empresa:

  • Nas perguntas, fui o primeiro, e mandei: “como você faz para separar e reforçar sua imagem pessoal e de sua empresa, e para que um ajude o outro?”
  • Com base na resposta, penso que a agência dele parece ser mais um “gênio com mil ajudantes” do que um “exército de generais”, para usar uma expressão do Jim Collins.

Meus comentários

  • Extremamente criativo e bem sucedido, mas focado em criar sua empresa, com seu nome. A empresa parece ser uma forma de ampliar a pessoa, o brilhe dele (que é grande).
  • Falou muito sobre sustentabilidade, mas me pareceu compreender pouco profundamente o tema, que exige uma mudança estrutural nos negócios, exige um foco no longo prazo, exige muitas vezes mudanças que vão contra as fontes atuais de lucro da empresa. Sustentabilidade é muito mais do que uma campanha, ou do que fazer tudo em papel reciclado.
  • O que mais gostei: persistência, acreditar em si mesmo, planejamento, talento + suor. Quem vai longe não tem medo de parecer bom.

Meu sócio, Marcelo Carvalho, também está fazendo o curso e escreveu um post com as impressões dele. Interessante que optei por ler só depois de escrever a minha, e ficou bem diferente o formato, mas com vários pontos em comum.

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insistimento

Fiz essa entrevista (bate-papo) com o Marcos Rezende, do blog Insistimento, há tempos e acabei me esquecendo de postar aqui no blog. O Marcos é uma ótima pessoa, a conversa foi ótima, falamos sobre vários assuntos, aprendi várias coisas com ele. E além disso tudo, foi uma entrevista inédita comigo: um vegetariano entrevistando um aficionado por carne bovina.

Um pequeno trecho:

A conversa foi ótima e, apesar da intenção inicial ser de travarmos uma entrevista, acabamos por aproveitar um bom bate-papo informal sobre o seu trabalho como gestor de comunidades que se interessam pela cadeia produtiva da carne e bons hábitos dos produtores de carne atualmente. Eu sou vegetariano de carteirinha e não abro mão da minha opção, porém, achei válido abrir um espaço aqui no blog para o Miguel que trabalha com um mercado do qual não consumo qualquer produto, por acreditar na civilização e de que é importante que nos respeitemos mutuamente para um crescimento global mútuo, contínuo e verde.

Vale a pena conhecer mais o trabalho do Marcos, que além de tudo estreiou um layout novo no blog dele, que ficou show!

Marcos Rezende por ele mesmo:

Marcos Rezende, é empreendedor da área de tecnologia e internet à frente da Noxion Talentos da Informação, administrador de empresas e coach que atua dando consultoria a profissionais e empresas além para fortalecerem seus pontos fortes e alcançarem suas metas.

Conheça mais o trabalho dele:

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Outras duas dicas, que peguei do blog do Ben Casnocha, que é excelente, como seu livro.

  1. Ao checar referências de um entrevistado para uma vaga em sua empresa, use a seguinte técnica. Ligue em um momento que você imagina que a pessoa não estará na mesa. O objetivo é deixar um recado na secretária eletrônica ou com a assistente. O resumo desse recado deve ser: “estou contratando fulano para cargo tal e ele passou seu nome como referência, por favor retorne esse contato se ele for excelente”. Achei muito bacana, você vai conseguir filtrar quem é top de quem não é, de uma forma muito simples, fácil e educada.
  2. A outra dica é dizer ao final da entrevista: “estamos chegando ao final dessa nossa entrevista, temos mais uns 5 minutos…”. Geralmente as pessoas falam as coisas mais importantes nesse finalzinho, nesse momento que está acabando. Se você ficar de ouvidos abertos pode captar bastante coisa nesses últimos cinco minutos.

Duas dicas rápidas, que gostei e vou aplicar daqui em diante. Obrigado Ben!

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Há algumas dias respondi a uma entrevista sobre o Kindle da Amazon, feita pelo André Miranda, do Segundo Caderno, do jornal carioca O Globo. A matéria saiu hoje.

Abaixo publico todas as perguntas e respostas, que dá um pouco da minha opinião sobre o aparelho da Amazon.

1. Quando, em que situação e por que você comprou o Kindle?

Comprei em abril-2008, quando fui aos EUA fazer um curso de marketing. Comprei porque queria conhecer como funciona. Sou amante de gadgets e principalmente por livros. Além disso minha empresa trabalha com informação digital – portais na internet e cursos online, por isso achei que valia a pena testar para conhecer mais sobre o produto, formato, modelo de negócios. Poderia sair daí boas idéias para minha empresa.

2. Você costuma comprar os livros digitais? Quantos já comprou? Poderia citar alguns exemplos?

Só comprei um livro digital até o momento, se chama Getting Real, da 37Signals. Já comprei audiobooks da Audible.com dos EUA e resumos de livros da Summary.com, também dos EUA. Agora estou comprando vários livros, para o Kindle. Além disso, o Kindle permite que eu transfira arquivos .DOC, .PDF e outros para o aparelho. Assim posso ler como se fosse impresso, sem gastar papel.

3. Antes do Kindle, você já tinha uma hábito forte de leitura? O Kindle mudou alguma coisa neste hábito?

Sim, sou apaixonado por livros, especialmente de negócios. Leio, e compro muitos livros. São uma fonte de inspiração e idéias. Além de me permitir, por um preço baixo, estar em contato com os maiores pensadores do mundo, de ontem e de hoje. Mudou um pouco, agora levo mais livros comigo, pesando menos rs…

4. Você acha que um aparelho como o kindle poderia pegar no Brasil? Poderia, talvez, incentivar as pessoas a lerem mais?

Acho que vai chegar sim, talvez demore um pouco, mas vai chegar. Sim, pode mudar muito, toda a indústria de livros. Pode criar uma nova “classe média de autores”, pode aproximar mais os leitores dos autores. Pode facilitar e acelerar a chegada de um livro ao mercado. Os preços hoje são ainda caros, apesar de custar menos que o livro impresso. A tendência é o aparelho ficar melhor e mais barato. E o preço dos livros (hoje custa no máximo US$ 9,99) deve baixar e muito. Muita gente vai querer dar o livro de graça.

5. Só para identificação: Você é natural de qual estado? E qual sua profissão ou ocupação?

Sou natural do Rio de Janeiro, tenho 30 anos. Fui criado em Laranjeiras e estudei no Colégio São Bento. Minha família trabalha com pecuária, graças a isso passei parte da minha infância e adolescência em Goiás, na fazenda. Em 1997 vim a Piracicaba estudar agronomia. Me formei em 2001 e desde então trabalho na AgriPoint, empresa que hoje sou sócio. Minha ocupação hoje é empreendedor. Desenvolvemos portais, cursos online e eventos em segmentos específicos do agronegócio – carne, leite, café e ovinos/caprinos.

Já escrevi dois outros posts, um explicando como comprar livros no Brasil e outro com uma análise mais completa sobre o Amazon Kindle.

Um detalhe legal (e meio nerd) é que tirei uma foto parecida com essa capa da Newsweek com o Jeff Bezos… Me diverti.

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Meu amigo Christian Barbosa, grande especialista em gestão do tempo e produtividade fez uma entrevista comigo hoje no blog dele. Uma entrevista de amigo, onde ele começa me elogiando.

Conheci o Miguel Cavalcanti em 2004, quando ele leu o livro da Tríade do Tempo e me enviou um e-mail. Acabamos nos conhecendo e viramos amigos.

O Miguel é um empreendedor do “agronegócio digital” e um cara viciado em conhecimento. Toda vez que almoçamos ele descarrega uma porrada de livros, novidades e conceitos.

Ele é daqueles caras que vai aonde está o conhecimento.

Leia completa em Entrevista com o Sr. Web Agronegócio.

Christian, obrigado, pelo aprendizado, pela amizade e pelo espaço!

Dicas: o livro dele para mulheres “Você dona do seu tempo” e o já tradicional “Tríade do tempo“, que li em 2005, em plena lua de mel.

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