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Archive for the ‘ser pai’ Category

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Semana passada meu filho, Vicente, completou um ano de vida. E me lembrei desse CD infantil da Adriana Calcanhoto, com músicas e letras muito legais. Saiba mais sobre o CD aqui.

Ciranda da Bailarina
Adriana Calcanhotto

Composição: Edu Lobo / Chico Buarque

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga,
tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem
um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem
um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem,
todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem

Para refletir sobre a vida e lembrar que não vale a pena tentar ser perfeito. Vale mesmo é ser você.

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Recebi da minha psicóloga esse texto do Jorge Forbes, que gostei muito e me fez pensar. Como é difícil (e valioso) dar o que não se tem.

Me ajudou a refletir sobre minhas relações pessoais. Dar o que você tem de sobra tem pouco valor, já o que você não tem, ou tem pouco, ou que te custa muito, tem muito valor.

O que menos tenho é tempo, logo preciso escolher como dar meu tempo. Quero em 2009 usá-lo melhor, em especial dá-lo para as pessoas mais amo.

Leia e reflita você também.

O PREÇO DE UM PRESENTE

Jorge Forbes

Que espécie de presente seria aquele que não nos lamentamos no momento de dá-lo? Essa é uma pergunta que Sigmund Freud se fez em um pequeno artigo escrito em 1935, intitulado: As sutilezas de um Ato Falho.

Freud deixa entender a existência, para ele, de ao menos dois presentes: aquele que se dá sem dó, e aquele que nos custa uma tristeza disfarçada no sorriso, no momento da entrega. Curiosamente, a maioria das pessoas não concordaria com Freud, pois pensa, ao contrário dele, no enorme prazer de presentear altruisticamente as pessoas próximas. De como é bom dar, pois é dando que se recebe, blá, blá, blá.

Analisemos a diferença entre as duas atitudes. Dar um presente a alguém com pena, mesmo quando disfarçada, quer dizer que você está dando o que lhe falta; enquanto que dar um presente que você imagina faltar ao outro, indica que é ao outro que algo faltava, e que, agora, após o seu presente, vocês dois podem festejar o fato de que a ninguém falta mais nada, além de algum dinheiro na sua carteira. É o que se acredita baseado no pensamento fraterno difundido na expressão, tão valorizada moralmente, de amar ao próximo como a si mesmo, exemplificada em mensagens do gênero: “Tinha comprado isso para mim, imaginei que você também iria adorar”.

Estranho é pensar na proposta de Freud que a base de um presente maior é o egoísmo, em vez do seu contrário.

Egoísmo de saber que se está dando o que lhe falta, e não os seus dotes. Seria assim o amor, dar o que lhe falta a alguém que não lhe pediu isso? Amar seria dar o que não se tem, como escreveu Platão em seu Banquete, e foi retomado, insistentemente, por Lacan? Pode ser estranho, mas é por demais humano.

Podemos nos perguntar se as duas formas de falar de um afeto, em português: “Se dar com” e “Se dar a”, não recobrem as diferenças destes dois presentes.
Não é a mesma coisa dizer: “Eu me dou com a Maria” e “Eu me dou a Maria”. Na primeira maneira, temos uma declaração afetiva; na segunda, uma declaração sensual. Na expressão: “Dar-se com”, normalmente está subentendida a palavra “bem”: “Dar-se bem com”. Ao subtrairmos o “com”, é algo de si mesmo que passa a ser dado, logo, quem dá, nesse caso, perde. É o que justifica alguém declarar que está perdidamente amando.

Teríamos, então, dois tipos de presentes: afetivo ou sensual. No afetivo, repartimos a mesma identificação, o mesmo bem; é o presente harmônico, tranqüilo. No sensual, repartimos nossas diferenças, o que nos falta; é o presente inquieto e insinuante. Um e outro não são comprados com a mesma moeda, e nem se trocam na mesma loja.

Enfim, a cada um desembrulhar o seu presente favorito.

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A Encantadora de Bebês Resolve Todos os seus Problemas é um ótimo livro sobre como criar bebês. Tem dicas ótimas, ensina como fazer na prática e não é daqueles que usa truques “sujos”, que fazem você enganar o bebê. Para pais de primeira viagem, como nós, é uma mão na roda. :-)

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Achei hoje essa foto no Flickr. Duas maneiras muito simples de se convencer os pais de que é preciso que eles olhem/cuidem de suas crianças.

Mulamba.

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Hoje foi meu primeiro dia dos pais. Muito bom, principalmente por conseguir voltar de viagem e conseguir curtir o Vicente, que cada dia está mais esperto, mais alegre, mais interativo. Achei esses dois desenhos do site Bebe.com.br, que são coisas que ainda quero fazer com meu filho.

Andar a cavalo

Andar a cavalo

Pescaria

Pescaria

Me lembrei do resumo que fiz dos emails de amigos, que contaram sobre a experiência de ser pai. O tempo passa e é preciso estar atento, presente, para aproveitar cada momento. Abaixo o comentário que fiz, depois de ler tudo que meus amigos mandaram.

“Tenha mais tempo para seus filhos, a vida passa rápido e você nunca conseguirá voltar atrás”. Percebi isso na pele. Minhas viagens a trabalho estão ficando mais marcantes em relação ao tempo.

Antes eu voltava, depois de 3-5 dias fora, e tudo continuava normal. Não tinha a impressão de que o tempo tinha passado, 3-5 dias “não faziam falta”. Agora, depois de 5 dias, muita coisa mudou, meu filho aprendeu coisas novas, está fazendo mais brincadeiras, interagindo mais. Parece brincadeira, mas não é. Agora o tempo passa, realmente.

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Aprendi com meu pai

Esse foi meu primeiro dia dos pais e me lembrei do livro que dei de presente ao meu pai ano passado. Se chama “Aprendi com meu pai” e tem uma série de relatos de pessoas famosas, contando qual a principal lição recebida. Comecei a fazer uma pequena lista de coisas que aprendi.

  • Honestidade não tem preço. Não precisa nem explicar.
  • Tenha um aperto de mão firme. Não precisa ser quebra-ossos, mas não pode ser mole. É importante para mostrar que você está vivo, presente.
  • Olhe no olho da pessoa. É a maneira mais fácil de se mostrar atenção, apreço. Mostra que você se importa e valoriza o outro.
  • Não tenha medo de trabalhar. Se você quer chegar longe, não sei outro caminho além de unir muito trabalho com inteligência.
  • Quando não conseguir uma coisa, peça pelo menos três vezes. A persistência muitas vezes é a única diferença entre sucesso e fracasso. Já funcionou diversas vezes para mim.

São coisas simples, mas que me ajudaram e me ajudam muito. Fazem a diferença. Feliz dia dos pais.

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Olhar de criança

Meu filho fez 6 meses essa semana e é incrível com está mudando a cada dia, cada vez mais esperto, mais interativo, mais presente, mais gente.

Uma das coisas mais impressionantes é seu olhar. Um olhar de quem quer conhecer, descobrir, aprender. Tudo é novo, tudo é bacana, tudo chama atenção.

Em casa, olha para todos os cantos, para os quadros na parede. Na rua, olha para a pessoas. Na Esalq, quando vamos aos finais de semana, fica alucinado com as plantas. Parece que são duas horas sem piscar, olhos arregalados.

Fiquei pensando como perdemos a capacidade de admirar as coisas simples do dia-a-dia, da vida. Como estamos rodeados de coisas, imagens, fatos bacanas. E que não percebemos mais.

Olhando meu filho olhar o mundo, fico com vontade de aprender a olhar, com esse cuidado, com essa atenção, com esse encanto. A vida assim, pode ser mais alegre, mais divertida, mesmo sendo exatamente como já é.

Não são as coisas que podem mudar sempre podem), mas a maneira como olhamos.

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