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Posts Tagged ‘economist’

revista_time_morte_jornais

Tenho lido bastante ultimamente sobre essa longa discussão sobre o fim dos jornais, sobre blogueiros x jornalistas. Alguns comentários pessoais sobre esses temas.

Os jornais vão morrer. Não porque não sabem fazer notícias, mas porque estão no negócio errado. Ainda estão no negócio do papel/impressoras, da distribuição milionária (você já imaginou o trabalho que dá fazer chegar um jornal na sua casa as 06:00hs da matina todo dia?), do controle/monopólio da informação. O mundo hoje é outro (ler abaixo). Parece que nem a Wired percebe isso.

A notícia, a reportagem, o jornalismo vão crescer ainda mais. Um ótimo exemplo é o site Techcrunch. Era chamado de blog, não sei como definir um blog, um site, um portal. Os caras tê um staff relativamente grande e de excelente qualidade. Fazem conteúdo top, como ninguém na área deles. Vendem publicidade, fazem eventos. Têm uma comunidade de pessoas que acompanham e adoram o trabalho deles. Não sei o que vai acontecer com o negócio mídia, publicidade, etc. Eu apostaria que o Techcrunch vai continuar fazendo sucesso. Um novidade, os caras estão estudando lançar uma versão de kindle – ipod touch – netbook. Com a cara deles, e que vai funcionar animal (minha opinião). Enfim, é uma empresa antenada no que acontece hoje no mundo, não tapam o sol com peneira.

Jornalistas bons são raros. Tenho dado várias entrevistas sobre o Kindle. Acho que sou um dos poucos brasileiros que tem um, que escreve bastante sobre isso, logo muita gente me acha fazendo uma busca no google. Em várias entrevistas que dei a jornalistas, teoricamente especializados em tecnologia, as perguntas foram básicas demais. Se tivessem lido 1-2 posts que escrevi, teriam muito mais info do que obtiveram fazendo perguntas rasas. É claro, há exceções.

Jornalistas “top” ainda fazem a diferença. Ler uma Miriam Leitão, Dora Krammer, Noblat, faz a diferença. Eles entendem do assunto, têm acesso direto e livre com as pessoas mais importantes. Têm experiência. Com isso, conseguem produzir textos que valem a pena ler, mesmo quando temos pouquíssimo tempo (quase sempre). Meu hábito de ler jornal é cada vez mais restrito a ler as análises dos colunistas que gosto. Ler matérias e mais matérias que me parecem enche linguiça, escrito por alguém que entende pouco do assunto, não me satisfaz. Talvez por isso cada vez menos gente boa leia jornal. Um exemplo disso é o Eduardo Giannetti da Fonseca, que diz preferir ler The Economist e ouvir rádio quando faz a barba ou está no táxi. Minha avaliação: para escrever tem que entender muito do assunto e pesquisar muito. Coisas básicas, que a “falta de tempo” parece impedir. O Noblat, por exemplo, deu uma palestra incrível esse ano na Campus Party.

Blogueiros bons escrevem sobre o que gostam (e isso conta muito). Logo, entendem muito mais sobre o assunto. Tenho um amigo, que foi cobrir um evento da HSM como blogueiro. Ele disse: em dez minutos de palestra com o Philip Kotler, a lenda viva do marketing, todos os jornalistas tinham ido embora. Iam fazer uma matéria “cobrindo” o evento, com conteúdo do press-release e com uma “aspas” que pegaram no início da palestra. Esse meu amigo ficou a palestra inteira, anotou tudo, refletiu sobre o assunto. Qual produzirá o melhor artigo?

A internet está mudando todos os negócios ligados a conteúdo. Filmes, música, livros, jornais, revistas e rádio. Tudo está ameaçado, especialmente se negar a realidade e acreditar em duendes. Quanto mais tempo as empresas gastarem tempo, esforço e dinheiro tentando reverter o que é irreversível, pior será. O negócio do jornal não é papel, da música não é um pedaço de plástico redondo. É o conteúdo e a relação desse conteúdo com as pessoas e entre essas pessoas.

Chato. Acho chato porque acredito que a maioria das pessoas não conseguiu entender o ponto de vista do outro lado, se repete muito as mesmas coisas. Como um bom mala, resolvi entrar nessa. :-)

Para ir além:

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A foto é um convite para conhecer as andanças fotográficas de Marcelo Carvalho, meu sócio na AgriPoint.

E um convite para ler o último artigo da Economist sobre a economia chinesa em 2009.

The obvious concern is that although heavy-handed government meddling may be more effective than market-based tools to pull an economy out of a deep downturn, it comes at a cost. Public investment will inevitably include some wasteful spending, and politically directed lending could add to excess capacity in some sectors and create new bad loans for banks.

Fonte: Strong as an ox?

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A cada dia fico mais fã de grandes cartunistas, que conseguem em uma imagem resumir mil palavras, e passar uma mensagem clara, precisa. Esse é meu objetivo na comunicação, seja em palestras, seja por escrito. Como tornar o que é complicado, complexo, em simples, compreensível. Pena que não sei desenhar :-).

Vejam esse cartoon da Economist dessa semana. O mundo está otimista com Obama (inclusive eu), mas ele tem uma tarefa dura pela frente. 2009 não sai ser um ano fácil para a economia dos EUA, nem para o resto do mundo, cada vez mais globalizado.

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Ainda vou fazer uma palestra, onde os slides serão todos desenhados, quem sabe pelo meu amigo Diogo.

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Mais um brilhante cartoon da Economist, brincando com os que acreditam em duendes e que o capitalismo acabou.

Continuo lendo e me admirando com a qualidade da revista Economist. Ganharam, inclusive, o prêmio de melhor revista do ano, nos EUA. Merecido.

Outra qualidade da revista são as capas. Incríveis. Tenho usado cada vez mais para ilustrar assuntos em minhas palestras. Veja essa abaixo. Um bom resumo visual da situação atual.

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Comecei a ouvir audiolivros recentemente e tenho gostado muito. Primeiro com as edições em áudio da revista The Economist, depois com resumos de livros da Summary. Agora comprei meu primeiro livro da Audible americana.

Aqui no Brasil também começam a aparecer opções.

Comprei uma edição de áudio da revista VendaMais. A qualidade da produção do áudio é muito boa, mas achei o conteúdo um pouco “simples” demais. O CD é gravado em áudio normal, ou seja, roda em qualquer toca CDs. Já a revista impressa é muito boa. Comprei a última edição e achei que melhorou muito em relação a uma que li há +- um ano.

A empresa Audiolivro começou a publicar títulos em portugues, mas ainda não comprei nenhum. Achei o formato bom. Como o da Venda Mais, vem em uma caixa de DVD, que faz uma boa apresentação, mas nesse caso vem em MP3, o que facilita o uso e carregar arquivos maiores, apesar de não tocar em qualquer som. Acho que vale a pena ser em MP3.

Acho que o áudio-livro é um produto que tem muito futuro, pois cada vez passamos mais tempo em locais onde não podemos ler, e eu (pelo menos) quero ler cada vez. Um grande exemplo é o tempo passado dentro do carro, na estrada ou no trânsito.

Acho ótimo ouvir músicas, mas acho que posso aproveitar melhor o tempo, para me atualizar. Em especial em viagens a trabalho. Criei ate uma regra simples, se for viagem a trabalho, áudios de atualização pessoal, se for a lazer, só música. Até porque, nas viagens a trabalho geralmente estou sozinho, e não vou encomodar ninguém com minha seleção.

Li uma entrevista com Donald Katz, fundador e CEO da Audible, principal empresa americana de audiobooks, que foi comprada pela Amazon no inicio do ano por US$ 300 milhoes.

Abaixo alguns trechos que mais gostei.

A empresa oferece hoje mais de 80 mil títulos, incluindo livros, revistas e até jornais diários.

Alguns atores, ou autores, que lêem os livros, tornam o conteúdo ainda mais interessante. Ouvir um livro nos remete à infância, quando nossos pais liam para nás, na cama. E também a maneira mais antiga de se passar informações e histórias – contando-as. Por exemplo: escutar o livro do Obama lido por ele mesmo pode ser melhor do que le-lo, pois voce consegue aproveitar a ótima capacidade oratória dele também.

Katz recomenda também o livro “No asshole rule”, do Robert Sutton, publicado no Brasil como “Chega de babaquice“. Já li resenhas e acho que deve ser muito interessante.

Os clientes Audible consomem (ouvem) em média 15 livros por ano.

Donald diz que procura ler (além de ouvir) sempre que possível. E faz uma colocação interessante, escutar no carro, e chegar em casa e continuar a ler no Kindle.

Eu já fiz isso, escutei a edição em áudio da Economist, gostei tanto de um “special report”, que li depois, no papel.

A empresa fechou 2007 com mais de 450 mil assinantes, crescendo de uma base de 380 mil em 2006.

A venda para a Amazon está liberando tempo, agora ele pode se dedicar 100% a empresa, antes gastava 40-50% do tempo lidando com advogados, contabilidade, etc. Agora pode focar na estratégia central da empresa. E tem outras pessoas tocando essa parte.

Update: ótima resenha sobre audiolivros do site Efetividade.

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Jogos Ol�mpicos China
Ilustração da revista The Economist

Estou com a impressão que esses jogos olímpicos vão ser um fiasco para a China.

O tempo da transparência chegou e não é mais possível mostrar o que é bom, esconder o que é ruim. A velocidade da informação e o poder do cidadão comum, que com acesso a internet, ou um celular com câmera (até de vídeo), pode fazer um estrago nunca visto antes.

Além disso, o número de pessoas dispostas a protestar é muito grande. Quem poderia imaginar que em diversos países, seria quase impossível correr com a tocha olímpica na mão, pois manifestantes malucos tentariam apagá-la com tudo, até extintores de incêndio?

Eu nunca pensei que isso fosse possível. Quando vi ao vivo e a cores a tocha olímpica passando perto da minha casa no Rio, há alguns poucos anos, a emoção foi incrível. Milhares de pessoas na ruas vibrando com o espírito olímpico, incentivando nossos atletas. Um momento muito bacana. Vou lembrar disso por um bom tempo.

A tocha é um dos principais símbolos da integração entre povos, une as pessoas. Nos deixa com um astral melhor. Os protestantes combateram isso, imagine o que vamos ver daqui alguns dias, durante os jogos.

Acho que os protestos são justificáveis. O meu ponto é que acho que a China fez um mal negócio. Tentou se mostrar, se vender para o mundo, com essas olimpíadas. Ouvi dizer que vão até interditar as indústrias que mais poluem por 60 dias, para melhorar o ar de Pequim… Pode acabar “queimando o filme”.

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