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Archive for the ‘livros’ Category

Li há poucos dias o livro Rework, de Jason Fried e David Hanson, sócios da empresa de software como serviço 37Signals. Há tempos acompanho o trabalho deles. Gosto dos produtos (usamos Basecamp na AgriPoint) e gosto ainda mais da postura e das ideias sobre negócios, vida profissional e produtividade. O livro é muito bom. Tem algumas partes um pouco repetidas, em especial para quem le o blog deles sempre e já leu Getting Real, o primeiro livro deles.

Abaixo minhas anotações dos pontos que mais gostei.

  • Ignore o mundo real. Muita gente vai te dizer que sua ideia não vai dar certo, pois a realidade é assim/assado, blablabla. Se você não for nem um pouco contra a maré, contra todo mundo, dificilmente criará algo inovador.
  • Planejamento é achismo. Essa é a mais polêmica do livro. Eles falam que planejamento precisa ser encarado como um achismo. Quando planejamos usamos muitos pressupostos que não sabemos se é verdade ou não. Encarar como achismo nos faz melhor. Eu acredito muito em planejamento, mas concordo com eles. As coisas mudam muito rápido e você achar que tudo vai se manter estável como no papel, é acreditar em duendes.
  • Deixe uma marquinha no mundo. Se você vai começar algo, trabalhe para deixar uma pequena marca sua no mundo. Faça algo que faça mesmo a diferença. Acredito muito nisso e relembrar sempre é bom.
  • Coce sua coceira. Ao desenvolver um produto, procure atender uma necessidade sua. Assim é muito mais fácil dar certo. Concordo plenamente.
  • Seja leve. Não invista muito, comece pequeno, sem investimentos grandes, custos fixos. Você não sabe como as coisas vão se sair e cada dia é possível começar com menos. Criar uma lista enorme de coisas que você precisa antes de começar é uma desculpa. Você pode começar sozinho, na sua casa, sem escritório, sem equipe. Leve.
  • Ao lançar um produto, pense o que é realmente essencial. Pense na salsicha do cachorro quente. Um hot dog sem salsicha não é hot dog, mas pode não ter batata palha, e outras coisas.
  • Foque no que não muda. As bases do seu negócio estão em coisas duradouras, ou apenas numa modinha passageira? Simplicidade, funcionalidade estão sempre demandadas, pro exemplo.
  • Venda seus subprodutos. O melhor exemplo é o próprio livro deles. Ganham dinheiro vendendo um livro (e dando palestras) ensinando e falando sobre como eles tocam o negócio deles. Por experiência própria, isso funciona.
  • Vá dormir. Pouco sono diminui sua criatividade, aumenta sua teimosia e irritação. Concordo, apesar de nem sempre dormir cedo. No livro Happiness Project tem uma frase ótima: sleep is the new sex.
  • Listas longas de coisas a fazer não funcionam e te frustram. Tenha uma lista pequena das coisas mais importantes que você tem que fazer hoje, essa semana.
  • Coloque você dentro do seu produto. Assim fica impossível copiarem o que você faz. Dá credibilidade, personalidade e alma ao seu negócio. Acredito muito nisso e quero fazer isso mais e mais.
  • Não copie seus concorrentes. Foque nos seus clientes. Aprenda com eles.
  • Ensine. É uma das melhores formas de marketing. Faça como os chefs de cozinha: vendem livros com as receitas completas dos seus restaurantes. Nem por isso a concorrência aumenta. Os chefs fazendo isso, se diferenciam e se tornam ainda mais especiais e únicos.
  • Construa uma audiência. Ensinando, cada dia você terá mais gente que acompanha seu trabalho. Uma audiência que gosta de você, vai te indicar clientes e vai comprar de você. Eles são os reis nessa área.
  • Aprenda a fazer a função que você quer contratar alguém. Na dúvida entre dois candidatos, contrate aquele que escreve melhor. Ele pensa melhor.
  • Quando algum pepino acontecer com sua empresa, seja o primeiro a contar. E saiba pedir desculpas. “Me desculpe” sincero é muito mais valioso do que “Lamentamos o inconveniente… blablabla…”.
  • Seja você mesmo. Dá originalidade e personalidade ao seu negócio. Convide seus clientes a conhecerem o backstage do seu negócio. Isso é uma coisa que quero fazer mais.
  • Tudo é marketing. Lembre-se disso. Tudo.
  • Cultura de uma empresa não é criada. É o subproduto de um comportamento consistente. Seja ele qual for. Concordo. Por isso é tão difícil construir uma grande cultura.
  • Inspiração é perecível. Comece. Se você teve uma grande ideia, comece agora. Até por isso estou escrevendo esse post agora :-)

Como bônus, o livro tem uma série de ilustrações do ótimo Mike Rohde, um desenhista de mão cheia, que há tempos admiro. Ele faz resumos de palestras desenhados que são uma loucura.

Christian Barbosa, meu amigo e grande especialista em gestão do tempo me convidou a fazer uma resenha em mapa mental para o site dele. Quando ele publicar, coloco o link por aqui.

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Estamos lançando o episódio #001 do videocast Man in the Arena (ou Homem na Arena), que me propus a fazer com Leo Kuba mensalmente. Nesse episódio seguimos as sugestões de diminuir a duração (nós também achamos que estava meio longo).

Dessa vez falamos sobre os seguintes assuntos:

Para o próximo, quero estudar mais cada tema a ser falado, para ficar com mais conteúdo e mais objetivo. Esse projeto tem sido um ótimo aprendizado (e diversão). Vamos em frente.

A edição desse episódio ficou por conta do Leo Kuba, que fez um excelente trabalho (e olha que ele é iniciante em vídeo). O #000 foi feito pelo nosso amigo Luiz Murillo, que trabalha com vídeo profissionalmente.

Por favor, envie suas sugestões, comentários e ideias. O que você quer ver no #MitA? Queremos te ouvir e aprender com você também. Muito obrigado.

Se preferir, assista no Blip.tv, que tem opção para downloado do MP3 e versão mobile. Temos o RSS do programa e também para iTunes.

[blip.tv ?posts_id=3396568&dest=-1]

“O Man in the Arena é um vídeo podcast sobre empreendedorismo e cultura digital apresentado por Leo Kuba e Miguel Cavalcanti”.

Veja a apresentação e episódio #000.

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Leo Kuba e eu estamos lançando um videopodcast mensal sobre negócios, empreendedorismo, internet e vida digital (seja lá o que isso for rs..). A ideia surgiu numa cnversa com o Leo, ele me convidou e eu topei na hora. O vídeo acima é o episódio #000. Assista e de sua opinião.

Nas gravações ainda não sabíamos o nome que o programa iria ter. Falamos de muitas coisas, demos risadas, falamos bobagens. Foi bem divertido. E falamos de muitas coisas que acreditamos também.

Uma das coisas foi a citação do discurso Man in the Arena, feito pelo presidente nos EUA, Theodore Roosevelt. O básico desse discurso é o valor da pessoa que está no meio da arena, lutando, dando a cara para bater. Se arriscando, podendo ganhar, podendo perder. Há muito mais valor nisso do que quem está na platéia comentando, criticando, avaliando. Falamos sobre isso entre as gravações, de que é muito mais importante e valioso estar na “briga” do que ser o doutor da vida, comentando e criticando tudo, sem fazer, sem realizar. Durante a semana, depois da gravação, Luiz Murillo, um amigo nosso que entende de vídeo, sugeriu: que tal dar o nome do videopodcast de Man in the Arena? Topamos na hora. Pareceu um nome que estava esperando ser descoberto. E já criamos a hashtag #MitA.

Aproveitando esse primeiro vídeo, que fizemos totalmente no espírito #MitA, ou seja, não está perfeito, mas estamos lutando, trabalhando, faço abaixo alguns comentários sobre negócios que acredito e que estão alinhados com o #MitA. Provavelmente nem tudo o Leo Kuba vai concordar, mas acredito que ele vai fazer os comentários dele também.

  • Faça, comece. O momento certo nunca vai chegar. Você vai ser novo demais, ou velho demais. Terá pouco dinheiro, ou pouco tempo.
  • Esqueça os críticos. Acredite em você. Tem muita gente especialista em afundar os sonhos dos outros.
  • Escute os críticos, procurando tirar o que tem de melhor, aprender alguma coisa.
  • Trabalhe em algo que vale a pena. Em algo que você acredita.
  • Esteja preparado para “apanhar”. As coisas dão errado, você rejeitado. Suas ideias são reprovadas. É preciso persistência. É preciso continuar, mesmo que cansado, desanimado.
  • Siga em frente. O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem desanimar, já disse Churchhill, que teve seu grande sucesso depois dos 60 anos.
  • Não espere muito dos outros. Ninguém vai te dar nada. Tudo que é seu, você que terá que pegar, que conquistar.
  • É claro que se você tiver esse espírito, você vai conhecer muita gente boa, que vai te ajudar, te ensinar, te animar. Os verdadeiros amigos valem ouro.
  • Procure se divertir. Trabalhe duro, mas aproveite. Se você gosta do que faz e acredita no seu negócio isso não vai ser tão difícil quanto parece.
  • Tenha uma causa, um mantra. Trabalhar por algo maior do que apenas o dinheiro e te ajuda a ir sempre mais longe, quando você não ganha nada e também quando o negócio já dá resultado financeiro.

Obrigado Leo pelo convite. E vamos aos próximos. Nosso amigo Edu Carvalho acompanhou a primeira gravação e já blogou o vídeo antes de mim. Até o Techcrunch já usou esse discurso.

Leia o trecho mais famoso do discurso:

It is not the critic who counts; not the man who points out how the strong man stumbles, or where the doer of deeds could have done them better. The credit belongs to the man who is actually in the arena, whose face is marred by dust and sweat and blood; who strives valiantly; who errs, who comes short again and again, because there is no effort without error and shortcoming; but who does actually strive to do the deeds; who knows great enthusiasms, the great devotions; who spends himself in a worthy cause; who at the best knows in the end the triumph of high achievement, and who at the worst, if he fails, at least fails while daring greatly, so that his place shall never be with those cold and timid souls who neither know victory nor defeat.

Você também pode ver o vídeo no Blip.tv e/ou baixar o arquivo.

[blip.tv ?posts_id=3359360&dest=-1]

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Li entre domingo e segunda da semana passada, li um excelente livro sobre vídeo online. Foi recém-lançado nos EUA. Se chama Get Seen (Seja visto), de Steve Garfiled. O livro é muito bom e rápido de ler. Dessa vez, usei o Kinlde for PC no netbook aqui em casa e funcionou muito bem, pois, ao mesmo tempo que lia, ia pesquisando na internet as sugestões dele.

Minhas principais observações e dicas:

  • O mais importante é você. Não se preocupe tanto com equipamento, foque em ter uma história boa para contar, com frequência e consistência. E persistência.
  • Não tente agradar a todos. Encontre seu nicho.
  • Steve montou uma rede Ning para compartilhar conteúdo sobre o livro. Conheça www.getseen.ning.com.
  • Vídeo online ajuda você conhecer os outros e se tornar mais cohecido, como pessoa, como ser humano, não apenas o “profissional”. Concordo e esse é um dos motivos que mais me anima a entrar nesse jogo.
  • Grave pequenos vídeos do seu dia-a-dia. Nem sempre você vai postar, mas você não vai perder esses momentos. Interessante.
  • iPhone 3GS faz tanto sucesso poi svocê anda com ele, sua carteira, e suas chaves por todo o canto. Por isso está se tornando a câmera mais usada do mundo.
  • Steve conta um caso em que ele cosnseguiu gravar entrevista com um senador antes da CNN, por estar do lado dele com um celular habilitado para stream de vídeo (ao vivo), usando o Qik.
  • Comece o quanto antes, e aprenda com isso. Estou pensando em fazer um experimento, gravando um pequeno vídeo todos os dias.
  • Um site na Alemanha fez uma parceria com a camera Flip, que já envia direto para esse site. O próprio site vende as câmeras para seus leitores. Achei demais essa ideia.

Sites legais e recursos:

  • Para tutoriais e screencasts, use o www.screenr. Ou use o Animoto (muito legal!) para fazer vídeos de fotos e slides.
  • Youtube tem máxima audiência, mas só com vídeos até 10 minutos.
  • Blip.tv tem qualidade e distribui seu conteúdo para o iTunes e gera MP3.
  • Vimeo é o melhor em qualidade.
  • Vale a pena usar Tubemogul, para colocar seu video em inúmeros outros sites, de uma uma vez só.
  • Transmissão ao vivo: Qik, Ustream e Livestream. Ainda não testei, mas chego lá.
  • Blip.tv tem a opção de montar playlists, assim uma pessoa pode assistir todos o sepisódios em uma mesma página.
  • Para vídeos corporativos: Brightcove ou Viddler. Para vender conteúdo, ele recomenda MyContent.
  • Para video chat, ele recomenda ooVooTinychat.
  • A câmera que mais gostei das sugestões dele foi a Kodak Zi8, pequena como uma Flip, grava em HD em formato sem precisar de conversão e tem entrada para microfone.
  • Minha câmera (Canon HF200) também aparece bem, mas tem o problema de precisar converter o vídeo antes de editar.

Sobre a produção (a melhor parte do livro, super completa):

  • Em vídeo online, gaste mais com microfones e iluminação do que com câmeras. Uma surpesa para mim. E ele dá dicas de todo tipo de microfone, inclusive os BBB (bom, bonito e barato – meus favoritos).
  • Até no iPhone, vale a pena ter um microfone externo. Ele recomendou esse. Eu comprei, mas não chegou ainda.
  • Tenha um tripé.

Detalhes práticos:

  • No youtube, título de no máximo 60 caracteres.
  • Se prepare para receber comentários que não gosta (tenha pele grossa, ou thick skin). Eu sei bem o que é isso em quase 10 anos de AgriPoint :-)
  • Faça vídeos curtos. Esse eu ainda preciso aprender.
  • Entrevistas: ligue a câmera antes, para deixar o entrevistado mais a vontade, mais focado em você e prestando menos atenção a câmera.

Comentários finais:

Recomendo muito esse livro se você quer entender mais sobre vídeos online e começar a fazer os seus. Steve testou inúmeras opções e formatos e dá o caminho das pedras. Eu achei bom demais e já estou melhorando várias coisas nos meus planos. Mas a principal dica é: comece ;-)

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Assisiti agora a uma entrevista sobre o Kindle, no youtube da TV Cultura, com o aparelho do meu amigo Eduardo Carvalho. Achei bem interessante, por conseguir explicar bem o produto, como funciona, vantagens e desvantagens. Assista ao vídeo da entrevista:

Alguns comentários meus:

  • O maior concorrente hoje é o Nook, da Barnes&Noble, com 500 mil livros de graça e possibilidade de emprestar o livro a um amigo que tenha Nook
  • Ainda há espaço para um leitor exclusivo de livros, como o Kindle, pois nada substitui a leitura, sua experiência única. É o mesmo que achar que um filme substitui o livro, do mesmo romance. É diferente, e mesmo o filme sendo muito mais rico (som e imagem) é difícil encontrar alguém que gostou mais do filme do que do livro. Na leitura você imagina, você inventa, você reflete. Acho que isso é único, e valiosíssimo.
  • O tablet, em especial o da Apple, pode ser o grande concorrente do Kindle da Amazon, por servir como um produto "bom o suficiente" para ler livros, e excelente para fazer muitas outras coisas, como acessar web, email, skype, ver vídeos, etc etc.
  • A grande guerra será a dos formatos dos arquivos de e-book. Eu quero comprar um livro sem DRM, como a O’Reilly Media já faz (e muito bem). Mas as editoras não querem pirataria. Acho que a Amazon ainda não alcançou o equilíbrio entre as duas coisas (protege mais a pirataria, mas não dá flexibilidade justa de uso a quem compra o livro).
  • As fronteiras geográficas vão diminuir muito ainda. Hoje tem livros em formato ebook que estão disponíveis na Amazon para quem mora nos EUA, mas não para quem mora no Brasil. O mesmo não ocorre com o livro impresso, e para mim não faz sentido isso continuar. Até porque burlar não é difícil :-)

Se você quer ver o que o tablet vai conseguir fazer, veja esse outro video:

Uma revolução no mundo das revistas, por exemplo.

Falando em livros eletrônicos, Jorge Carneiro, presidente da Ediouro, deu uma entrevista muito lúcida e inteligente para o jornal Meio&Mensagem da última semana. Gostei muito. Ele disse que não entram em negócios só no achismo, mas também estão certos que o Kindle e outros livros eletrônicos vieram para ficar. Fiquei com a impressão de que ele está conseguindo juntar pés no chão com a cabeça nas últimas tendências. Difícil ver isso hoje em dia. Reforçou a imagem positiva e amigável que tive dele num almoço durante a HSM Expomanagement.

Para ir além, resenhas sobre o Kindle, de três amigos meus, que também têm um, e entenderam o negócio:

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[blip.tv ?posts_id=2850068&dest=-1]

Acabei de ler o livro Crush it, do Gary Vaynerchuk, o criador da Wine Library TV, um fenômeno da internet. Gary criou um “império” sobre vinhos, em muito pouco tempo, usando a alavancagem da internet e mídias sociais. O livro é curto e muito interessante. Foi recém-lançado e comprei e li no Kindle. Se fosse impresso, nem teria chegado ainda aqui.

Como Gary é o rei do vídeo online e acredito que tenho muita coisa a aprender nessa área, resolvi fazer esse post em vídeo.

Veja abaixo os principais tópicos que falo no vídeo.

  • quem é Gary Vaynerchuk e o que é a Wine Library TV
  • siga sua paixão – a vida é muito curta
  • construa sua marca pessoal, mas não fique só vendendo você
  • seja você mesmo, polarize people
  • usando a internet e mídias sociais como alavancagem
  • crie conteúdo
  • no oceano da internet, qualidade é um ótimo filtro para conteúdo
  • combinando trabalho duro, paixão e expertise
  • fortaleça sua comunidade – publique, pesquise, mapeie e faça contato
  • a melhor estratégia de marketing
  • pergunte – “o que posso fazer para te ajudar?”
  • conte sua história
  • como monetizar seu trabalho na internet
  • legado versus dinheiro
  • não pense que você vai trabalhar menos
  • dicas: tubemogul, ping.fm, ustream.tv, botões call-to-action, wordpress, tumblr, botões share
  • facebook fanpage e facebook connect
  • twitter – ele tem mais de 800 mil seguidores
  • mídias sociais é um negócio, ponto final
  • intermediários cada vez com menos espaço
  • quais as formas ele usa para capturar e fidelizar clientes
  • botão e página “quer fazer negócios comigo?”
  • cuidado com a medição de estatísticas
  • transparência e abertura
  • tenha paciência, não acontece do dia para noite
  • esteja disposto a mudar e se adaptar
  • nunca é um mal momento para começar uma empresa (a não ser que seja uma empresa medíocre)
  • currículo está em extinção

Conclusão

  • a internet pode alavancar e muito seu potencial
  • para ter sucesso como o Gary, não tente ser como ele, tente ser como você
  • paixão, expertise e muito trabalho, juntos, vão te levar longe

Escrito em Osorno, no Chile, onde fiz uma palestra na quinta (05-11), sobre exportação de carne bovina. O vídeo foi gravado em Piracicaba, SP, segunda-feira, 09-11.

Aproveite e assista a uma palestra dele, no ano passado.

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Ganhei o livro A cabeça de Steve Jobs no Natal e até hoje não tinha lido. Já tinham me falado muito bem dele, até que minha psicóloga me contou que estava lendo e gostando. Fiquei curioso com alguns comentários que ela fez, e comecei dia 07-08.

O livro é muito bom, fácil de ler, e com muitas ideias boas. Talvez tenha muita coisa difícil de aplicar, mas valeu a pena.Só não achei que é um livro de liderança, mas de marketing, em forma de reportagem. Não acho que Steve Jobs seja um bom exemplo de liderança, em especial pelo que o livro conta. É um outlier, com estilo muito característico, que deu muito certo. Acho improvável alguém usar o perfil dele como “manual”.

Uma das coisas legais do livro é um resumo de uma página no final de cada página, chamado de “As lições de Steve”. Te ajuda a recapitular o que acabou de ler. Todo livro de negócios deveria ter isso. Li algumas pessoas criticando esse resumo, porque parecia um guia passo-a-passo. Não vi assim, achei bom por ser um resumo. Eu procuro não copiar o que leio, mas usar como inspiração para pensar melhor e como posso aplicar no meu dia-a-dia.

Minhas anotações sobre as ideias do livro.

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Como Jobs pensa

  • Objetivo de Jobs: criar tecnologia fácil de usar para o público mais amplo possível.
  • Na Pixar ele tentou fazer produtos que durassem mais. O filme Branca de Neve, por exemplo, vende até hoje e tem 60 anos.
  • Menos é mais. Ter poucos produtos é uma grande vantagem, facilita para o usuário, fica mais fácil vender cada um, baixa custos.
  • Quando voltou a Apple, fez um orçamento base zero, cortando tudo que não fosse fundamental.
  • Jobs controlava tudo que podia, mas não se metia no que não sabia fazer, como dirigir filmes, na Pixar.
  • Jobs sempre foi atrás das informações, não tomava decisões apenas com suposições.
  • Concentre-se naquilo que você é bom, delegue o resto.
  • Ao entrar em um outro ramo, ou quando precisava de alguém de fora, começava por cima, indo atrás da melhor pessoa “do mundo” para aquela função ou naquela especialidade. Mesmo que não pudesse pagar e as vezes não conseguisse trazer a pessoa. Interessante, mostra o comprometimento, a busca pela perfeição e o desejo de ter as melhores cabeças. Sempre pensou grande.
  • Fez um concurso de design para conseguir o melhor desenho industrial e contratar uma pessoa especial. Seu objetivo era um design que tornasse o produto Apple “instantaneamente reconhecível”. Funcionou.
  • Lançou um computador com um só modelo, como Ford fez com o Modelo T. Muito arriscado, mas que poderia ser um grande sucesso. Ter linhas de produtos muito enxutas sempre foi uma marca da empresa, que parece ser um dos fatores que mais contribuiu para o sucesso. É uma empresa hoje de US$ 30 bilhões com cerca de 30 produtos. Isso nunca aconteceu antes.
  • Em tudo, até mesmo na hora de comprar uma máquina de lavar roupa, só se contentava com o melhor.
  • Jobs pratica o “pugilismo de ideias”. Debate incansavelmente suas ideias. Você precisa ser bom de lábia e argumentação para convence-lo de alguma coisa. Achei interessante e acho que faço isso muitas vezes.
  • Jobs focou muito nos vídeos digitais, quase perdendo o bonde da música online. As lições: até ele erra. E outra, os erros não te afundam, como disse Alexandre Gama.

Sobre a Apple

  • Por um tempo, a empresa tinha produtos ruins, mas a marca forte sustentou a empresa.
  • A Apple quer ser a empresa para quem pensa diferente. Até o slogan diz isso. É um pouco pretensioso, mas muito forte. E tem funcionado muito bem.
  • Os ativos da empresa eram: equipe muito boa e clientes fãs.
  • Foco em poucos produtos que funcionam, com simplicidade. Usabilidade é chave para a empresa. É óbvio, mas poucas empresas de tecnologia conseguem entender isso hoje.
  • Design, facilidade de uso e boa propaganda – pilares do sucesso da Apple.

Simplicidade

  • Fazer coisas simples pode ser bem complexo, demorado, cansativo.
  • Ao desenvolver produtos de tecnolgia, não ser engenheiro ou ter MBA pode ajudar.
  • Quando chegam ao produto final, falam: “É isso aí. Por que fazer as coisas de outra forma?” Quando algo é simples, parece óbvio. Mas dá um trabalhão chegar nesse “óbvio”.

Como desenvolve produtos

  • Insista em ter opções. Faça vários protótipos. Jobs exigia ter várias opções, para escolher a melhor.
  • Essa é polêmica: Não ouça seus clientes, eles não sabem o que querem.
  • Busque a perfeição em tudo que faz.
  • Ao escolher qual produto desenvolver, não é possível fazer isso em grupo. Uma empresa de sucesso tem que ter uma pessoa que saiba “escolher” qual produto desenvolver. E hoje, muitas empresas são dirigidas por comitês. Não funciona.
  • Todos os produtos da Apple são prototipados, testados e refinados. Gostei muito e troquei três tweets com Eric Ries sobre isso ontem.

Mercado de computadores

  • Cada fase dos computadores tinha um programa que tornava o computador essencial. Já foi a planilha, agora pode ser o editor de imagens e vídeo.
  • Eras de ouro do computador: 1-produtividade (Word, Excel, etc), 2-internet e 3-hub digital, local onde toda sua vida digital se encontra (fotos, vídeos, celular, etc).
  • A Apple não vende para empresas, que é o foco da Microsoft. Não vende PCs como as outras empresas, com foco em custos cada vez mais baixos. Por isso acaba criando um novo mercado, não competindo diretamente com HP, IBM, Dell, etc.

Design

  • Design é função, não forma.
  • A embalagem pode ser tão importante quanto o produto, o “tirar da embalagem” deve ser previsto e estudado.

Luxo

  • Lendo o livro, me lembrei de uma frase do Rogério Fasano que gosto muito: luxo é cuidar dos mínimos detalhes.

Marketing

  • Uma campanha publicitária é um sucesso quando se torna um evento cultural. Surgem paródias, imitações. As pessoas falam sobre essa campanha.
  • As pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são as que mudam o mundo, dizia um dos anúncios da Apple.
  • Anúncios precisam ser inclusivos e envolventes.
  • Fórmula secreta: tecnologia e marketing.
  • Transformou eventos em notícias.
  • Marketing é no final das contas uma peça teatral.
  • As campanhas de marketing da Apple combinam boatos com ações tradicionais, com um sincronismo perfeito, planejado.
  • Crie expectativa em relação a seu produto.
  • A Apple é um show em relações públicas. Investe em publicidade, mas gera milhões em mídia espontânea, pois seus produtos são notícia.

Trabalhando com Jobs e na Apple

  • Não é fácil trabalhar para Jobs. Ele grita, exige muito. É preciso ser um guerreiro e ter uma auto-estima muito boa. Além disso, as pessoas trabalham muito.
  • Para contratar o CEO da PepsiCo, perguntou: “Você quer vender água açucarada pelo resto da vida, ou quer mudar o mundo?”. A Apple era muito, muito menor e menos “estrela” que a Pepsi na época. O cara aceitou. Um insulto, um elogio e um desafio filosófico ao mesmo tempo.
  • Na Pixar, “a arte é um esporte de equipe”. Promovia cursos sobre diversos assuntos, para todos os funcionários, do diretor ao faxineiro. Implantou uma forte cultura de aprendizado, além de ter como regra básica só contratar pessoas “nota 10”.
  • Para manter uma equipe nota 10, sendo exigida ao máximo: aprendizado, diversão, ambiente de trabalho (local) e $$ (stock options).
  • Mais de uma vez no livro, alguém fala que Jobs ligou o “Campo de Distorção da Realidade”, uma forma engraçada de descrever quando Jobs usava toda sua persuasão e charme para conquistar uma pessoa para a empresa. Fez isso com funcionários e parceiros chave, como por exemplo, fazer com que a Microsoft desenvolvesse o Office para Mac.
  • Contrate só nota 10. Demita os idiotas. Só quem é inteligente e psicologicamente forte “sobrevive” na Apple. Jobs se parece com um pai exigente e difícil de agradar.

Senso de missão em tudo que faz

  • Em tudo que faz, há um sentido de missão.
  • Todos na empresa acham que a Apple está mudando o mundo, pelo menos um pouco. A empresa tem um pique incrível. “Noventa horas por semana, e adorando” era o slogan da equipe Mac.

Estilo controverso de liderança

  • Jobs inspira e força as pessoas a performarem muito acima de sua capacidade. Com isso, as pessoas sofrem, se cansam, mas se lembram da experiência como algo muito bom, muito positivo. Ele é intimidador, mas as pessoas o admiram. Ele intimida e seduz, alternadamente, um balanceando o outro.
  • “As pessoas reagem ao medo e não ao amor. Isso não é ensinado no catecismo, mas é verdade.” Richard Nixon
  • Jobs é muito bom no teatro. E muitos líderes famosos faziam isso. O general Patton ensaiava sua “cara de general” no espelho.
  • Saiba brigar é uma das lições que tiro do livro. Quem não briga nunca, perde muita coisa. Ninguém vai te dar o que é seu. É preciso que você vá pegar o que é seu de direito.
  • Dê alguns chutes nos traseiros para que as coisas andem melhor.

Inovação

  • Inovação depende muito mais de equipe, motivação e de quanto você entende do assunto que do seu orçamento. A Apple investe menos em R&D e inova mais.
  • Não fazem “cursinhos” de inovação. Não tentam estruturar a inovação. Não tentam achar as “5 regras” da inovação. A Apple inova de forma mais natural.
  • A inovação que dá mais dinheiro é a inovação de modelo de negócios, e não a de produtos. Por isso o iPod é tão lucrativo. Não é um player de MP3, mas um “ecossistema” com player, iTunes, e loja de música. Tudo interligado.
  • O sistema é que não há sistema. Processos aumentam sua eficiência.
  • Para inovar: saber qual seu mercado alvo, estar aberto a novas ideias, estar atualizado, ser flexível, aprender sempre, centrado no consumidor.

Estratégia

  • Resolva o problema do seu cliente, de forma simples e eficaz. Muitas tecnologias a venda atualmente são soluções a procura de um problema.
  • Interessante que Jobs cita como exemplos de insucesso a subida de Steve Ballmer na Microsoft. Ele é o cara de vendas, que manda na empresa. Com isso diminui a inovação. O foco é “ordenhar” o máximo cada produto. Não há coragem em abandonar produtos atuais e favor de novas promessas. Admiro o Steve Ballmer, mas achei que faz sentido.
  • A meta primária da empresa é fazer ótimos produtos.
  • Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias. Muito interessante que eles não têm medo de pegar coisas que funcionam, de outras empresas. Não têm a síndrome de evitar tudo que é “not invented here”, que acontece em muitas boas empresas e bons profissionais.
  • Apple não vende mais computadores (hardware). Vende hardware, software e serviços. Tudo num pacote só, amarrado. Vende a solução. Vende experiências digitais e não mais produtos.
  • O foco é o entretenimento digital e não o computador para empresas.
  • É difícil dizer não quando todos dizem sim, mas para a Apple se pagou. Com foco em poucos produtos, conseguiram se dedicar muito a desenvolver cada um. Foi um dos pilares da retomada da empresa.
  • A estratégia atual da Apple é ser o hub da vida digital do consumidor. De forma simples e eficiente. O iMovie multiplica o valor de uma filmadora.
  • Apple pratica o abandono audacioso de produtos.

Criatividade

  • Criatividade é apenas conectar as coisas.
  • Quanto mais experiências diferentes você tem, mais provável que consiga ter boas ideias.
  • Jobs leva sua equipe a museus. Quer sair do quadrado.
  • Criatividade tecnológica e artística são dois lados da mesma moeda.
  • Land, fundador da Polaroid, “Quero que a Polaroid se coloque na interseção da arte e da ciência”.

Lojas Apple

  • Lojas Apple buscaram a inovação na experiência, com foco na compra pelo cliente, não visando otimizar vendas.
  • A loja da Apple é muito sedutora.
  • O serviço faz toda diferença.
  • A loja é uma ótima oportunidade de se ter contato direto com o público.
  • O objetivo é ter a melhor experiência de compra.
  • Ninguém acreditou na estratégia de varejo da Apple. Mas tinham contratado as melhores pessoas do setor e feito um protótipo de loja inteiro dentro de um galpão e estudado a exaustão. Inclusive descobriram que estavam no caminho errado e mudaram de rumo. Não tem medo de sunk costs.
  • No varejo que manda são três coisas: localização, localização e localização.
  • “Como não temos produtos suficientes para encher uma loja desse tamanho, vamos enche-la com a experiência de possuí-los”.
  • A visão que direcionava a estratégia das loja era: enriquecer vidas. Muito ousado, como tudo na Apple.
  • A questão não é ter muitas opções, mas ter as opções certas.
  • A loja não é separada por zonas de produtos, como é comum no setor, mas por zonas de soluções.
  • Criaram um balcão (Genius Bar) para suporte, usando o conceito de balcão de hotel, onde você chega e resolve seu problema rápido. Essa ideia veio de um grupo de foco.
  • Os vendedores não recebem comissão. O objetivo é não forçar vendas, que geram resultados no curto prazo. Querem que a venda seja o primeiro passo de uma relação e não o último. Criaram cargos diferenciados, para dar status para os melhores vendedores. O mais top é o Mac Genius. Como diz Bob Fifer, cargos são baratos. A rotatividade é de 20%, quando o normal é de 50%.
  • A loja quer ser high touch e não apenas high tech. O foco é o ser humano.

Música online

  • iTunes domina 80% do mercado de música online.

iPod e seu ecossistema

  • O iPod não foi “inventado” do nada. Era um Nomad Jukebox com todas as falhas corrigidas e outras melhorias. Além, é claro, da loja online e do iTunes para o computador. Muitas coisas do iPod foram copiadas de outros produtos, de diversas fontes, como o HotSync do Palm. Foi uma junção de muitas ideias boas, em um pacote só. Essa é das coisas que mais me anima, quando alguém cria algo genial, só juntando peças soltas.
  • iPod é o meu casulo. Interessante, onde você pode se refugiar, na sua música, nas suas escolhas. Se desligar da bagunça do mundo, do dia-a-dia.
  • O iPhone só teve todo esse sucesso pois já existia todo o ecossistema do iPod (iTunes, loja online, etc).
  • iPod é uma isca para usuários Windows.
  • Computador é estilo de vida e não apenas trabalho. Estou tentando :-)

Sistema fechado

  • Ter um sistema fechado tem muitas vantagens, como menos vírus, menos incompatibilidades, etc.

De onde vem tanto sucesso?

  • Uma combinação especial de tecnologia, talento, negócios, marketing e sorte.

O que tirei do livro, o que aprendi e quero aplicar na vida e nos negócios:

  • Acredite em você, seja até um pouco teimoso.
  • Não tente ser bonzinho, tente ser você, na sua magnitude.
  • Foque o cliente, foque a simplicidade. Resolva problemas.
  • Design e experiência do usuário é mais importante que tecnologia pura.
  • Equipe nota 10 e clientes fiéis é dificílimo copiar e conquistar.
  • Todo mundo erra, até mesmo o Steve Jobs. Não tenha medo de errar, mas busque sempre corrigir rápido e aprender o que puder com cada queda.

Minha relação com a Apple

Ganhei um iPhone 2G ano passado, que gosto muito (apesar da tela hoje toda quebrada por uma queda sem case). Aprendi muita coisa com ele – usabilidade, simplicidade, etc. É totalmente diferente de qualquer celular que já tive.

Esse ano comprei um iPod nano nos EUA para usar o Nike+. Outra aula de design, simplicidade e usabilidade.

Nessa mesma viagem aos EUA fui de novo a uma Apple Store. É uma experiência incrível. Você pode experimentar, degustar os produtos realmente. Mexa em fotos, edite vídeos (esse ainda quero aprender bem) e veja seus emails. Ninguém vem te incomodar, empurrar nada. Você pergunta alguma coisa, os caras te explicam com a maior boa vontade.

Agora em setembro vou aos EUA de novo e quero comprar um notebook top de linha da Apple. Ler esse livro aumentou minha vontade de comprar, em especial pela questão dos vídeos que quero aprender a fazer muito bem rápido.

Por outro lado, começam a aparecer pessoas que eram fãs e agora estão fazendo campanha contra, como o Jason Calacanis. Ele tem pontos muito bons, que fazem ainda mais sentido ao ler esse livro.

Talvez essa busca por controle (excessivo) traga problemas para a Apple logo logo. Novas empresas entram no mercado, cada vez mais entendendo o consumidor. O Techcrunch, por exemplo, vai lançar um tablet, que promete ser mais barato, open source e excelente. Usabilidade, funcionalidade, sistema aberto e preço baixo. Um novo tipo de concorrente, que vai incomodar. Esse tipo de concorrente (não convencional) é que vai aparecer cada vez mais.

Veja também dois posts sobre o livro, do Julio Daio Borges, do Cris Dias e do Tiago Doria. Veja também o site oficial do livro, edição brasileira.

Escrito em Trancoso, BA, de férias. :-)

Para contratar o CEO da PepsiCo, perguntou: “Você quer vender água açucarada pelo resto da vida, ou quer mudar o mundo?”. A Apple era muito, muito menor e menos “estrela” que a Pepsi na época. O cara aceitou. Um insulto, um elogio e um desafio filosófico ao mesmo tempo.

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