Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘google’

Hoje é o lançamento do iPad. Quem encomendou nos EUA, hoje vai as lojas da Apple buscar seu brinquedinho. O aparelho está fazendo muito sucesso. Li algumas coisas bem interessantes que me levaram a uma reflexão, levando em conta minha experiência e opinião.

O iPad, como tudo da Apple, é um sistema fechado, ou seja, a empresa tem um controle grande do que entra (o que pode ser instalado, usado, etc). Cada vez mais os sistemas abertos ganham espaço. A grande vantagem de um sistema fechado como o da Apple é que geralmente dá muito menos problema (trava, bugs, etc).

A mídia tradicional nos EUA está apostando todas as fichas no iPad. Acreditam que vai ser a salvação da mídia impressa (jornais, revistas, etc). Eu acho que não vai ser tão fácil assim.

Marc Andreessen, que criou o Netscape, e é uma das pessoas que mais respeito e admiro na internet, deu uma entrevista ao Techcrunch, que deram o título de Burn the boats. Marc recomenda que as empresas de mídias tradicionais fechem suas edições impressas. Só assim elas teriam capacidade de olhar com o cuidado necessário sua operação online e também não teriam o apego (chamado de sunk cost, ou custo afundado) por já terem investido muito na estrutura ligada a operação impressa. Dificilmente as empresas irão fazer isso, e dificilmente (na minha opinião) irão conseguir superar empresas que só operam no online.

Marc perguntou ao reporter do Techcrunch se eles estavam pensando em lançar uma app paga para iPad, com o conteúdo do blog Techcrunch (um dos mais respeitados sobre tecnologia e startups nos EUA). O reporter quase não entendeu a pergunta e fez uma cara de que o cara estava viajando, ou brincando. Marc explicou: o que parece uma piada para um site como o Techcrunch, é a principal estratégia dos sites dos grandes jornais. Porque é tão diferente? Será que os jornais estão míopes?

Outro texto que me levou a uma reflexão foi a piada de 1 de abril do Techcrunh. Eles pegaram o release de 1996 que o NYTimes divulgou quando lançaram o site deles, e trocaram as palavras “web site” por “iPad”. Fez sentido, até um colunista do NYT retuitou o post e o jurídico do NYT entrou em contato pedindo para tirar o texto do ar. A grande piada é que o texto de 1996 com o termo iPad faz todo sentido em relação ao posicionamento dos jornais no iPad em 2010. Ou seja, eles achavam que iriam dominar a web em 96 (o que não aconteceu), da mesma forma que acreditam que o iPad vai ajudá-los a retomar sua posição de monopólio que tinham antes da informação (não deve acontecer rs..).

Cory Doctorow escreveu um post muito interessante no blog dele (Boing Boing) falando porque não irá comprar um iPad (e porque você não deveria). Os principais motivos: sistema fechado, trata o usuário com idiota, usa DRM e contratos leoninos com produtores de conteúdo e consumidores. Ele dá dois exemplos muito interessantes que te estimulam a pensar.

O primeiro é uma comparação do iPad com o CD-Rom, que muitos venderam como a revolução do conteúdo. Não aconteceu, a revolução do conteúdo ocorreu com a internet, com sua bagunça, baixíssima barreira de entrada e facilidade de qualquer um se tornar produtor de conteúdo (e não apenas consumidor).

O segundo exemplo é a app da Marvel (quadrinhos). Ele fala que é fã de quadrinhos e que uma das coisas mais legais de revistas em quadrinhos é poder emprestar, vender, dar para seus amigos. Com a app da Marvel nada disso é possível. Na opinião de Cory, a app da Marvel não tem nada de melhor do que a revista, apenas coisas piores (você não pode fazer várias coisas).

Nesse final de semana comecei a usar e testar o programa Thunderbird para gerenciar meus emails. Quero alguma coisa que funcione com Gmail e Google App (onde estão meus emaisl pessoais e profissionais). É incrível o incrível número de opções, de plugins, de customizações. E também a qualidade de como tudo funciona. Um detalhe: tudo é de graça. Me lembrei de uma frase que ouvi ano passado pela primeira vez: Where opensource enters, wins.

O iPad parece ser muito, muito fácil de usar. E isso é uma (ou a principal) grande vantagem da Apple. Produtos que simplesmente funcionam. Se você usa Windows, essa é uma qualidade que vale ouro. Estou usando cada vez mais produtos Apple (iPod, iPhone, Macbook Pro) e gostando muito da usabilidade, facilidade. É incrível como tudo parece automático, intuitivo.

Outra vantagem do iPhone e do iPad são as apps (programas) que você pode baixar gratuitamente ou pagando muito pouco. Eu tenho diversos pequenos programas no iPhone que me ajudam muito. Para corrida, para distrair meu filho de 2 anos, para ouvir música, tuitar, escrever, editar documentos, etc, etc. A lista é quase infinita. O iPad pode ser usado para algumas coisas que aumentam muito seu valor. Por exemplo: como porta-retrato digital, e como segundo monitor no Mac.

Me lembrei também do celular Nexus One, lançado pelo Google. Segundo um dos maiores especialistas em mobile marketing que conheço, é o melhor celular da atualidade, pela facilidade de uso, recursos, qualidade do aparelho, câmera, etc. A diferença em relação ao iPhone é que ele usa Android, uma plataforma aberta, opensource. Isso dá muito mais liberdade. Primeiro a Apple que não fazia celulares revoluciona o mercado, agora outra empresa de fora desse mercado parece dar o segundo passo. Cada vez mais quem não é do ramo pode/deve conduzir a revolução. Dificilmente a Microsoft vai gerar outra revolução depois das que já vez (computador pessoal, Office), mas outras empresas que trabalham muito bem a usabilidade dos produtos, mas não usam sistemas fechados, podem ultrapassar a Apple.

Eu quero comprar um iPad, até porque faz parte do meu trabalho (e interesse pessoal) entender de internet, gadgets e inovações que podem mudar/melhorar meu negócio. Mas começo a acreditar que empresas que saibam casar a grande vantagem da Apple (facilidade de uso) com sua grande desvantagem (sistema fechado) podem revolucionar ainda mais o mercado, com ótimos produtos (e mais baratos), que serão usados por muito mais gente. Minha aposta hoje (amanhã pode mudar) é que essa empresa é o Google.

Em tempo, escrevi sobre o iPad em janeiro aqui. Se você quer ver a melhor cobertura da fila de compra do iPad, siga o Robert Scoble.

E você, qual sua opinião?

Anúncios

Read Full Post »

Tenho um iPhone desde dezembro 2007, quando ganhei um 2G do meu sogro. Na verdade, minha mulher ganhou, e eu herdei… Em junho-09, quebrei a tela e continuei com ele por mais uns tempos. Sempre gostando muito. Mesmo com a vergonha de usar um celular quebrado, não “conseguia” trocar por outro reserva. Em setembro do ano passado passei para um oficial 3GS, da Vivo. Gosto cada vez mais, apesar de muita gente torcer o nariz.

Fiz essa lista meio na brincadeira, pois dá para aprender muito com um iPhone sobre marketing. Talvez mais do que num MBA, mas quem me conhece mesmo sabe que não sou dos maiores fãs :-)

14 razões para todo marqueteiro ter um iPhone:

  1. Entender que embalagem e o ato de tirar da embalagem fazem parte do produto.
  2. Produto bom é aquele que não precisa de manual, é tão intuitivo que você se vira muito bem “apenas usando”.
  3. Produto bom não precisa ter todas as especificações que os técnicos acham que precisam. O iPhone não tem flash na câmera, não tinha MMS, não tinha uma enorme lista de coisas que eram considerados “essenciais” por todos os especialistas em telefones de última linha. Vendeu horrores. Faça um produto com foco nos clientes, não nos especialistas nessa categoria de produto.
  4. Um iPhone é um iPhone. As operadoras te prometem um smartphone da Nokia e te entregam um da Motorola, como se fosse a mesma coisa. Experimente fazer isso com o celular da Apple.
  5. Produto de sucesso é um “objeto social”, como descrito pelo @gapingvoid. As pessoas falam sobre ele. É assunto. Gera conversa. Você faz amigos. Uma vez por exemplo, conversei com um cara na fila do Subway porque ele viu o meu quebrado e puxou papo.
  6. O iPhone não é um produto, mas uma plataforma. Você pode ganhar dinheiro com ele, mesmo não sendo a Apple. Há milhares e milhares de programadores ganhando dinheiro, fazendo programas para a App store. Agora todo mundo quer fazer o mesmo. Todo mundo diz que é uma plataforma… Mas a maioria está apenas no discurso.
  7. Não venda só o hardware. O iPhone é legal porque tem inúmeros programinhas (140.000 na verdade) disponíveis. Já vem com um botão Youtube. Você clica e acessa os vídeos. Só os meus amigos especialistas em mobile marketing me falam de aplicativos para outros celulares. Todo mundo me fala de aplicativos para iPhone.
  8. Se você tiver fãs, pode ter alguns (ou muitos) atributos fuleiros. Muita gente fez fila para comprar o iPhone e não era pela lista de funcionalidade que ninguém tinha.
  9. Coisa top dura. A navegação web no iPhone, lançado em 2007, é infinitamente superior a todos os celulares que já vi, inclusive uns top de linha lançados em 2009. Um iPhone 2G não faz feio até hoje. Qual celular de 2007 você ainda acha bonito hoje?
  10. Instalação de programas acessórios é cada vez mais importante. E precisa ser fácil. Instalar o Skype no iPhone é moleza. Mas eu penei para instalar e usar o mesmo Skype num Nokia N63 do meu pai. Fiquei impressionado com a dificuldade, acho que já estou mal acostumado.
  11. Dê poder ao usuário. Com o iPhone é muito fácil postar fotos no Flickr, vídeos no youtube. Muito fácil mesmo, a ponto do aparelho ser a principal máquina fotográfica do Flickr, e o número de vídeos uploadados ter aumentado enormemente no youtube depois do 3GS.
  12. Beleza é fundamental. O design é cada vez mais importante. Beleza visual e beleza funcional.
  13. É incrível, com o iPhone, eu fiz uma uma coisa que pensei nunca mais acontecer: comprar celular. Há tempos esperava a troca grátis da operadora e estava satisfeito. Agora gasto uma grana, onde não gastava antes e acho bom.
  14. Não queira agradar a todos. Os produtos vencedores polarizam as pessoas. E a Apple sabe fazer isso como ninguém.

3 motivos para você não ter um iPhone:

  1. Se todo mundo tem, não ter pode ser uma boa. Pense diferente :-)
  2. Você vai gastar bem menos tempo e dinheiro com celular
  3. A bateria dura pouco e a qualidade do sinal não é das melhores. Você tem celular (apenas) para falar no telefone.

E você, me conte sua lista.

Read Full Post »

nikesh

Nikesh Arora foi um dos melhores palestrantes do Mixx 09, que aconteceu em 22 e 23 de setembro, em NY. O tema da palestra foi “O fim do marketing digital?”.

Antes chamávamos de telefone celular, hoje de telefone. Antes de carruagens sem cavalos, agora de carros. Antes TV a cores, agora só TV. Logo vamos chamar o marketing digital de apenas marketing.

Como todas as mídias, que quando surgiram, ainda passaram por um longo processo de evolução para se tornarem um sucesso (ex.: TV, rádio, etc), a internet, o marketing digital ainda vai evoluir muito frente ao que conhecemos hoje. Criticar o que temos hoje é um passo para não enxergar o que vem pela frente.

Com o tempo, e a tecnologia, cada vez mais vamos ser capazes de entender quando, como e onde cada pessoa está consumindo conteúdo, informação e publicidade. E isso não será apenas na internet ou no celular. Em breve, TV e rádio serão mais e mais sob demanda, e com essas características de entender onde/como/quando está seu consumidor. E se adaptar a isso.

Arora disse que o marketing é a nova finanças, querendo dizer que quem entende de matemática vai ter uma vantagem no novo marketing. Métricas serão cada vez mais importantes. Ele deu um exemplo interessante: antes se fazia amostragem, hoje o Google faz um teste com toda a opulação. Lançar um produto beta não é mais um experimento em que se expõe seu produto a uma parcela, amostra da população. Agora você mostra a todo o seu mercado alvo. Essa é realmente uma mudança incrível, e o Google é um exemplo de como fazer isso bem.

Outro exemplo legal foi o de realidade aumentada. Ao se filmar/fotografar um edifício com seu celular, ele automaticamente acessa web, e checa onde você está, o que tem de dados sobre aquele prédio (história, informações, etc). Isso vai influenciar tudo, inclusive a publicidade. Imagine mostrar mensagens relevantes para a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa. A matemática por traz disso tudo deve ser mosntruosa, mas é o sonho de consumo dos marketeiros. Essa nova tecnologia pode ajudar a tornar todo anúncio envolvente, uma vez que você mede os resultados e só mostra o que é relevante.

Outro comentário interessante dele foi que o inventário de mídia está crescendo de forma muito mais rápida do que a capacidade atual de vender publicidade sobre essa mídia. Um dos grandes desafios vai além a venda. É a organização desse inventário de conteúdo. Imagine quantas páginas do orkut ou Facebook seriam interessantes para centenas se não milhares de empresas. O problema é que hoje não se consegue separar essas páginas de outras com pornografia, xingamentos, agressões, etc. Essa incapacidade de filtrar, organizara e separar o “joio do trigo” torna mais difícil (para não dizer impossível) vender esses espaços.

Duas frases muito interessantes:

  • O santo graal da publicidade é fazer com que ela se pareça com informação.
  • No futuro, tudo estará muito próximo de você.

Veja o vídeo resumo, do IAB, abaixo:

Read Full Post »

TIM-ARMSTRONG

Tim Armstrong já trabalhou no Google, antes de ir para a AOL, uma empresa com um grande desafio pela frente. Já foi uma das empresas mais importantes do mundo na internet e hoje está meio que esquecida, de lado. Tim deu muito destaque para o conteúdo. Falou que a empresa é focada nisso, e tem aí seu principal diferencial competitivo.

Iniciou a palestra mostrando alguns números e pedindo para a plateia adivinhar o que cada um significava. O primeiro era o número 1560. Alguém disse da plateia: é o numero de jornalistas da AOL? Ele respondeu que não, eram 3.000 no total. 1560 era o número de lojas fechadas da Blockbuster. E mostrou um outro lado. Ao mesmo tempo que mostra os problemas, dificuldades da Blockbuster, mostra uma série de oportunidades para a Netflix e até para a AOL.

Se tem menos gente alugando filmes em lojas físicas, pode ter mais gente consumindo entretenimento de outras formas, seja alugando um DVD pela internet, ou consumindo vídeos pela internet. Ele tem razão, enquanto uns choram, outros vendem lenços.

Também fez questão de mostrar a força do twitter e como ele pode ajudar uma série de outros produtos, como séries de TV. Com o twitter ficou mais fácil segmentar muito a informação que chega a cada um.

Ainda sobre conteúdo, a visão do Tim e colocar o conteúdo certo para o consumidor certo com a publicidade certa. A fragmentação é nossa amiga, disse. As áreas de atuação da AOL atualmente são conteúdo próprio, venda publicidade em rede de sites parceiros, sites regionais/locais, comunicação e mensagem (a AOL é dona do ICQ e de um messenger próprio) e AOL Ventures, uma espécie de fundo de investimentos em novos negócios.

De tudo isso, o que mais me chamou a atenção foi o último. Mostra que eles perceberam que dificilmente uma grande empresa vai conseguir criar negócios altamente inovadores dentro de casa, por isso apostam em ter uma série de investimentos em startups, podendo lucrar muito com isso. O novo Google ou o novo twitter não vai surgir dentro da AOL, mas pode surgir dentro de uma startup financiada pela AOL.

Perguntaram o que ele aprendeu nos tempos de Google, que aplicava na AOL e também o que não servia no novo posto. Respondeu que aprendeu com o Google que a tecnologia pode ajudar muito. Falou que o Google é muito bom em conectar os “tubos subterrâneos”, ou seja, faz funcionar o que ninguém vê, mas que faz toda a diferença. O que não aplica na AOL é o pouco foco em conteúdo dado pelo Google, que quer integrar, mas não produzir conteúdo.

Achei a palestra interessante, mas é difícil imaginar que a empresa terá um futuro brilhante pela frente. Me parece que muito dificilmente ocupará o local de destaque que já teve, no “início” da internet.

Veja todos os meus posts sobre o evento Mixx 2009 dias 21 e 22 de setembro, que participei em New York.

Read Full Post »

google-yahoo-microsoft

Jason Calacanis escreveu um post hoje sobre o negócio anunciado entre Microsoft e Yahoo hoje, na área de buscas. Não me envolvi muito nas milhares de leituras sobre o assunto, mas achei alguns dos comentários do Calacanis muito bons, aplicáveis para outras empresas.

O Jason Calacanis é um empreendedor que admiro muito. Pela agressividade, pela maneira inteligente, rápida e constante que vende sua empresa e seus produtos. Ele está sempre pensando em como fazer diferente e ter um super sucesso.

Os melhores pontos do post, na minha opinião:

  • Ser agressivo e inovar são as duas únicas saídas para se ter sucesso.
  • A Microsoft é uma empresa a ser respeitada, apesar dos muitos críticos: resiliente, pensa grande, pensa longe, não desiste.
  • Entregar o ouro para o bandido e desistir da briga (o que parece ter sido feito pelo Yahoo) não é uma forma bacana de se manter no negócio.
  • Com dos gigantes agora no mercado (Google e Microsoft), há espaço para pequenas empresas, rápidas e inteligentes, criarem nichos, e até assumirem a terceira, quarta e quinta posição.

loser6uc

Meu resumo: resiliência é difícil de se manter, mas se paga. Onde todos estão vendo as dificuldades, os empreendedores, como o Jason, encontram oportunidade.

Read Full Post »

Assisti essa presentação de Yu-kai Chou no Google, sobre vida pessoal, trabalho, usando um tema que não me é familiar (games), mas que achei bem interessante e com pontos muito bem colocados.

O que me chamou a atenção:

  • a vida é um jogo
  • foque em suas paixões e interesses, e não apenas em habilidades
  • paixão leva a melhor trabalho, ética e diversão
  • mapeie suas competências
  • procure aprender
  • melhore suas competências que são sinérgicas, foque em poucas coisas
  • interaja com pessoas melhores (ou mais “avançadas”) que você
  • não tenha medo de se aproximar de pessoas “especiais” ou “avançadas”
  • contribua para que pessoas que ainda estão iniciando possam usufruir do que você sabe, ou seja, ajude os outros que não podem te ajudar
  • trabalhe com quem tem paixões semelhantes e competências complementares
  • complete pequenas tarefas – elas te ajudam a seguir em frente com a grande missão
  • a jornada é a recompensa

Outros detalhes:

  • gostaria de entender mais sobre o triângulo de competências
  • imagino que o slide 4 tem a ver com trabalhar com alguma coisa que você não goste :-)

Consegui aprender mesmo vendo um PPT sobre games. Abaixo o preconceito :-)

Como sempre, o material estava no Slideshare, um site que gosto mais do que o Youtube.

Read Full Post »

results-on-day-amarelo

Essa semana, quarta-feira, fui no evento ResultsOn Day (no Twitter #resultsonday), organizado pela revista ResultsOn. Gosto muito da revista, do formato, da cabeça do pessoal de lá. Eu leio, e gosto muito, dos artigos do Bob Wollheim, que conheci pessoalmente lá.

Participei apenas das quatro primeiras palestras, pois no mesmo dia era a festa de fim de ano da AgriPoint, em Piracicaba. E eu não poderia faltar, nem chegar atrasado, de forma alguma.

Palestra da Nokia

A primeira palestra foi do Flore Mangone, da Nokia. Não gostei da palestra. Não trouxe conteúdo que agregasse. Me pareceu mais uma propaganda sem sal da empresa. Faltou emoção na apresentação. Faltou um pouco mais de habilidade oratória.

O tema principal da palestra foi o portal OVI (porta em finlandês), que a Nokia está lançando. Falou o que deveria estar no release. Eu, que tinha lido na mesma semana um artigo na Economist, achei fraco. Só falou generalidades sobre os pontos positivos. O que a Nokia busca para o OVI.com é muito parecido com o que o Facebook, Google, Yahoo, Microsoft buscam. Ou seja, a concorrência vai ser brutal.

No final, mostrou um vídeo institucional bacana da Nokia, falando da revolução do celular, a quarta tela. Depois de cinema, TV e computador. Imagine, se o vídeo foi mais legal que a palestra…

Nas perguntas, perguntei: O que a Nokia aprendeu com o IPhone? O cara deu uma engasgada, um sorriso, e respondeu: que precisamos melhorar nosso marketing. Ele tem razão, em parte. A Apple é uma máquina, imbatível, para produzir hype. Tem uma legião de fãs. Mas ele errou também. Disse: a Nokia e outras empresas têm aparelhos melhores que o IPhone. Um pouco míope achar que um engenheiro da Nokia pode entender mais de celular do que os clientes. Se o pessoal faz fila para IPhone e não faz para a Nokia, a resposta está dada sobre qual é melhor. Percepção é realidade.

Uma coisa interessante que ele falou, ao comentar do IPhone, foi que a Apple terá problemas com essa estratégia de ter apenas um produto. Os perfis de clientes são muito variados, cada um quer uma coisa. Se continuar assim, o IPhone vai perder espaço. Mas se você observar o que foi feito com o IPod, logo mais surgem novos IPhones.

Ele também respondeu uma pergunta sobre o programa “Comes with music”, que pode ser uma revolulção no mercado de música. Um celular que vem com uma assinatura de um serviço de download de músicas, legal, que é “all-you-can-eat”, ou seja, você pode baixar quantas músicas quiser.

Durante a palestra, acessei o OVI.com pelo IPhone e não consegui ver utilidade, enfim, não consegui usar na prática. Por exemplo tinha uma promessa de sincronizar seus contatos de celular. Talvez só funcione com celulares Nokia. Mas o cara não explicou.

Apesar da crítica, sou fã da Nokia. No evento, havia celulares E71 para você brincar, testar, digitar. É muito bom, muito bonito. Menor que o IPhone. Tem GPS. Um super aparelho. Está cotado para ser meu futuro celular. A Nokia patrocinou o evento.

Palestra Endeavour

A segunda palestra foi feita pelo Alexandre Thomé, do Endeavour. Sou um granda admirador deles. Adoro as palestras online, a forma como trabalham. Estou para comprar o livro que eles editaram. Mas achei que a palestra deixou um pouco a desejar. Não levaram um PPT, achei meio sem foco, meio sem conseguir ter uma linha mestra.

Algumas coisas bacanas que ele falou:

A Endevour fez recentemente um “tour” para o Vale do Silício, para visitar empresas referência, aprender com eles, e entender o que as empresas fizeram para superar a crise.

Dessa viagem, três lições:
1- Facebook: sempre ter menos gente do que é considerado necessário.

2- Google: Meritocracia. Não tem como manter uma cultura complacente, onde quem está desde o começo cresce, baseado em tempo de serviço. O importante é avaliar o que cada um entrega. O Google por exemplo tem avaliações trimestrais. Esse foi o ponto, dos 3, menos explicado (ou que eu não entendi).

3- Ebay: momentos de crise são ótimos para se formar equipes excelentes. Hora para se contratar bem. Cresceram com isso.

Empresas grandes estão freiando investimentos, muito receio. Logo, há mais oportunidades já mapeadas, mas sem ninguém investindo. Ou seja, na crise, você terá menos gente entrando em novos negócios. Oportunidades para empreendedores. Achei bem interessante.

Por outro lado, acho que nos segmentos onde já há muitas empresas estabelecidas, se você não tiver um diferencial, a concorrência vai ficar maior, pois são as mesmas empresas disputando menos grana.

Nos EUA, as pessoas lidam melhor com o fracasso. Sempre se pode aprender com os erros. Lá, é mais fácil começar de novo. Aqui, parece que você fica marcado para sempre. Mas reforçou que sempre deve-se fazer uma avaliação criteriosa. Lidar com o fracasso não pode ser associado a abraçar o fracasso.

Monitorar o caixa de perto. Não olhe apenas as receitas, mas também o caixa. Até setembro, receita era mais importante para start-ups, mas agora o caixa é o mais importante.

A Endeavour fez uma avaliação de todas as 42 empresas que eles acompanham. Umas 5-6 tiveram que acompanhar mais de perto. Em especial empresas que exportam. O que tem sido feito é esperar um pouco mais para expandir, principalmente empresas que iam abrir unidades nos EUA, onde o clima (e o mercado) está muito ruim hoje.

No Uruguai, as empresas querem se internacionalizar muito rapidamente. No Brasil isso não ocorre, pois o Brasil é muito grande. Isso é interessante também. No Brasil, há muito o que conquistar, o mercado é enorme. São Paulo é apenas um pequeno pedaço do país. Antes de pensar em ir ao exterior, vamos dominar o Brasil.

Palestra Motiv

Luis Colombo, da Motiv, falou sobre Digital Signage, ou seja, aquelas telas de plasma com anúncios, em elevadores, aeroportos, etc. A palestra dele estava muito bem feita, visualmente. Com vídeos muito bons. Diferente. Gostei.

O modelo de negócios mais conhecido é a publicidade. Publicidade tradicional. O conteúdo pode ser: publicitário, editorial, institucional ou notícias. Não entendi muito bem a diferença entre editorial e notícias :-)

Criticou empresas que apenas “penduram” telas, empresas que buscam “espalhar” telas ao máximo. O modelo de negócio da empresa dele é focado na utilidade. Ou seja, interesse, necessidade e relevância. Segundo Luis, quando a publicidade é forçada demais, intrusiva demais, dá prejuízo. Já há estudos dizendo que gera resultado zero, ou negativo.

Não se considera agencia, mais um formatador de conteúdo. 95% das vezes, as mensagens não têm som, pois o ambiente, clientes não aceitam som. Disse que o negócio dele se assemelha mais a mídia impressa e não a TV. Achei interessante.

Palestra de Emerson Calegaretti, do MySpace

A última e melhor palestra que assisti. O Calegaretti é uma figura, gente boa, com ótima presença de palco. Já chegou fazendo piada e ganhando todo mundo. O que é difícil demais de ser feito com sucesso (piada no início da palestra).

Segundo ele, a indústria musical pode mudar. E vai. E já está mudando. Há trêes faixas de artistas na pirâmide. Os Top artistas, como a Ivete Sangalo, que ganha rios de dinheiro. O meio, aqueles que vivem de música. Ou melhor, quase sobrevivem. E a base da pirâmide, de quem gosta, mas não fatura nada.

Contou a história de Sam Phillips, produtor musical pioneiro. No início, o ouvinte era o rei. Sam testava o que funcionava. Só colocava no mercado, investia, quando tinha testado e sabia que ia dar certo. Lançou sucessos duradouros, como Elvis. Hoje há no mercado o Rasputin, os executivos das gravadoras. Tentam construir artificialmente sucesso. O caixa é rei. É só investis e as coias acontecem. Tentam criar sucessos etéreos. Buscam o dinheiro fácil.

O MySpace pode ser usado por aqueles músicos que estão fugindo dos Rasputin, querendo voltas as origens, fazer como Sam Phillips. O bacana é que hoje, com a internet, isso é muito mais fácil.

Alguns casos de sucesso, de quem vai contra a maré

Malu Magalhães tirou grana de uma viagem para Disney que ganhou dos pais e gravou quatro músicas. Criou um “street team” de fãs, que a promovem. Fez shows com patrocínio da Sadia, o que seria negado por qualquer artista mais famoso. Vendeu uma música para Vivo, para um comercial. Não assinou com nenhuma gravadora. Lançou álbum em um celular da Vivo. Ainda não vende CD. Vem fazendo tudo diferente. Quando lançar o CD, vai usar outro formato, sem gravadoras, com distribuição diferente. Continua lotando shows. Malu Magalhães talvez seja um exemplo meio antigo, mas eu não conhecia.

A Banda Calypso, do Pará, faz um enorme sucesso em muitas regiões do Brasil. Também não tem gravadora. Procuram influenciadores locais. Contratam estrelas locais para divulgar músicas, CDs, shows. Ele deu o exemplo da miss piscina de Crato/CE (piada boa). Vendem CDs para muambeiros na cidade onde irão fazer um show por R$0,50 a unidade, que são vendidos para o cliente final por R$1,00. E vendem ingressos para um show por R$ 50 a R$60.

O resumo do Calegaretti para ter sucesso hoje no mundo da música é “F**k the system!”.

O Bonde do role tem um street team na europa com 30 pessoas. Fazem um enorme sucesso por lá. O Paulo Coelho dá todos seus livros de graça nas redes de Torrent.

Street team

Street Team é um negocio bacana. Fui perguntar ao Calegaretti, depois da palestra, o que ele recomendava de leitura sobre street team. Ele me recomendou o Tribes :-)

Dicas do Calegaretti:
1- use mídias sociais (se possível o MySpace)
2- crie seu street team
3- corte o middle man
4- faça merchandising
5- nao despreze seus fãs
6- dê seu produto de graça

Myspace hoje sai do mundo virtual, realiza shows, dá convites de graça para quem é usuário do site. Terminou recomendando o livro Pense ao contrário, de Paul Arden, que eu já queria ler.

Gostei muito dessa palestra e do palestrante. Aprendi e me diverti, como acontece nas palestras excepcionais.

Observações finais

O evento foi muito bom, apesar de não ter assitido a maioria das palestras. Gostei muito porque pude conhecer pessoalmente o Bob e o Vinícius. Conheci também a Liliane Ferrari, que já conversava pelo Twitter, admiro o trabalho dela.

Queria muito ter conhecido o pessoal do VideoLog, que o André do Enxame tinha me recomendado. Queria conhecer também o pessoal da PontoMobi (veja foto abaixo, bem engraçada, que eu não vi). Queria ter conhecido também o Interney, a personificação da internet brasileira, e comentar com ele sobre a Bohemia Oaken.

Mas não vai faltar oportunidade.

reson6

O evento ainda teve uma balada no final, uma maneira legal de vender coquetel para os patrocinadores (Heineken, Orloff e chicletes Adams).

Um último toque

Ainda tem muito pouca gente que sabe fazer palestras excepcionais, mesmo em outras áreas, fora do agronegócio.

Read Full Post »