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Posts Tagged ‘Tribes’

Quais são as oportunidades para marcas nas faladas mídias sociais? Esse foi o tema de uma das palestras do Emerson Calegaretti, diretor geral do MySpace no Brasil, no evento Interact 2009 (que usou o Ning para fazer seu site-comunidade).

Conheci o Calegaretti no final do ano passado, no evento Results On Day. Ele fez uma ótima palestra lá, com conteúdo muito interessante. Além de tudo tem um senso de humor fantástico e sabe palestrar como poucos. Aprendi em forma e em conteúdo naquele dia.

Há poucos dias ele fez outra palestra. Não assisti, mas pelos slides no Slideshare, deve ter sido muito boa.

Abaixo minhas observações, pós-leitura dos slides:

  • Se você trabalha B2C, há literalmente centenas de milhões de clientes seus
  • O consumidor mudou, você também tem que mudar. Óbvio, mas muito pouca gente faz.
  • O consumidor não é mais um zumbi passivo, mas pessoas que pensam, compartilham e influenciam.
  • Foque nos influenciadores, citando o livro Ponto de Desequilíbrio, do Malcom Gladwell.
  • Citou o livro Tribes, do Seth Godin, uma das minhas referências 2009.
  • Tem até formas de medir o engajamento (ROE)

Sugiro você assistir os slides abaixo. Pode servir como um ótimo começo para pensar em como usar mídias sociais. Na minha opinião, usar é fácil, usar bem, nem tanto. Mas acredito que vale a tentativa.

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Essa semana, quarta-feira, fui no evento ResultsOn Day (no Twitter #resultsonday), organizado pela revista ResultsOn. Gosto muito da revista, do formato, da cabeça do pessoal de lá. Eu leio, e gosto muito, dos artigos do Bob Wollheim, que conheci pessoalmente lá.

Participei apenas das quatro primeiras palestras, pois no mesmo dia era a festa de fim de ano da AgriPoint, em Piracicaba. E eu não poderia faltar, nem chegar atrasado, de forma alguma.

Palestra da Nokia

A primeira palestra foi do Flore Mangone, da Nokia. Não gostei da palestra. Não trouxe conteúdo que agregasse. Me pareceu mais uma propaganda sem sal da empresa. Faltou emoção na apresentação. Faltou um pouco mais de habilidade oratória.

O tema principal da palestra foi o portal OVI (porta em finlandês), que a Nokia está lançando. Falou o que deveria estar no release. Eu, que tinha lido na mesma semana um artigo na Economist, achei fraco. Só falou generalidades sobre os pontos positivos. O que a Nokia busca para o OVI.com é muito parecido com o que o Facebook, Google, Yahoo, Microsoft buscam. Ou seja, a concorrência vai ser brutal.

No final, mostrou um vídeo institucional bacana da Nokia, falando da revolução do celular, a quarta tela. Depois de cinema, TV e computador. Imagine, se o vídeo foi mais legal que a palestra…

Nas perguntas, perguntei: O que a Nokia aprendeu com o IPhone? O cara deu uma engasgada, um sorriso, e respondeu: que precisamos melhorar nosso marketing. Ele tem razão, em parte. A Apple é uma máquina, imbatível, para produzir hype. Tem uma legião de fãs. Mas ele errou também. Disse: a Nokia e outras empresas têm aparelhos melhores que o IPhone. Um pouco míope achar que um engenheiro da Nokia pode entender mais de celular do que os clientes. Se o pessoal faz fila para IPhone e não faz para a Nokia, a resposta está dada sobre qual é melhor. Percepção é realidade.

Uma coisa interessante que ele falou, ao comentar do IPhone, foi que a Apple terá problemas com essa estratégia de ter apenas um produto. Os perfis de clientes são muito variados, cada um quer uma coisa. Se continuar assim, o IPhone vai perder espaço. Mas se você observar o que foi feito com o IPod, logo mais surgem novos IPhones.

Ele também respondeu uma pergunta sobre o programa “Comes with music”, que pode ser uma revolulção no mercado de música. Um celular que vem com uma assinatura de um serviço de download de músicas, legal, que é “all-you-can-eat”, ou seja, você pode baixar quantas músicas quiser.

Durante a palestra, acessei o OVI.com pelo IPhone e não consegui ver utilidade, enfim, não consegui usar na prática. Por exemplo tinha uma promessa de sincronizar seus contatos de celular. Talvez só funcione com celulares Nokia. Mas o cara não explicou.

Apesar da crítica, sou fã da Nokia. No evento, havia celulares E71 para você brincar, testar, digitar. É muito bom, muito bonito. Menor que o IPhone. Tem GPS. Um super aparelho. Está cotado para ser meu futuro celular. A Nokia patrocinou o evento.

Palestra Endeavour

A segunda palestra foi feita pelo Alexandre Thomé, do Endeavour. Sou um granda admirador deles. Adoro as palestras online, a forma como trabalham. Estou para comprar o livro que eles editaram. Mas achei que a palestra deixou um pouco a desejar. Não levaram um PPT, achei meio sem foco, meio sem conseguir ter uma linha mestra.

Algumas coisas bacanas que ele falou:

A Endevour fez recentemente um “tour” para o Vale do Silício, para visitar empresas referência, aprender com eles, e entender o que as empresas fizeram para superar a crise.

Dessa viagem, três lições:
1- Facebook: sempre ter menos gente do que é considerado necessário.

2- Google: Meritocracia. Não tem como manter uma cultura complacente, onde quem está desde o começo cresce, baseado em tempo de serviço. O importante é avaliar o que cada um entrega. O Google por exemplo tem avaliações trimestrais. Esse foi o ponto, dos 3, menos explicado (ou que eu não entendi).

3- Ebay: momentos de crise são ótimos para se formar equipes excelentes. Hora para se contratar bem. Cresceram com isso.

Empresas grandes estão freiando investimentos, muito receio. Logo, há mais oportunidades já mapeadas, mas sem ninguém investindo. Ou seja, na crise, você terá menos gente entrando em novos negócios. Oportunidades para empreendedores. Achei bem interessante.

Por outro lado, acho que nos segmentos onde já há muitas empresas estabelecidas, se você não tiver um diferencial, a concorrência vai ficar maior, pois são as mesmas empresas disputando menos grana.

Nos EUA, as pessoas lidam melhor com o fracasso. Sempre se pode aprender com os erros. Lá, é mais fácil começar de novo. Aqui, parece que você fica marcado para sempre. Mas reforçou que sempre deve-se fazer uma avaliação criteriosa. Lidar com o fracasso não pode ser associado a abraçar o fracasso.

Monitorar o caixa de perto. Não olhe apenas as receitas, mas também o caixa. Até setembro, receita era mais importante para start-ups, mas agora o caixa é o mais importante.

A Endeavour fez uma avaliação de todas as 42 empresas que eles acompanham. Umas 5-6 tiveram que acompanhar mais de perto. Em especial empresas que exportam. O que tem sido feito é esperar um pouco mais para expandir, principalmente empresas que iam abrir unidades nos EUA, onde o clima (e o mercado) está muito ruim hoje.

No Uruguai, as empresas querem se internacionalizar muito rapidamente. No Brasil isso não ocorre, pois o Brasil é muito grande. Isso é interessante também. No Brasil, há muito o que conquistar, o mercado é enorme. São Paulo é apenas um pequeno pedaço do país. Antes de pensar em ir ao exterior, vamos dominar o Brasil.

Palestra Motiv

Luis Colombo, da Motiv, falou sobre Digital Signage, ou seja, aquelas telas de plasma com anúncios, em elevadores, aeroportos, etc. A palestra dele estava muito bem feita, visualmente. Com vídeos muito bons. Diferente. Gostei.

O modelo de negócios mais conhecido é a publicidade. Publicidade tradicional. O conteúdo pode ser: publicitário, editorial, institucional ou notícias. Não entendi muito bem a diferença entre editorial e notícias :-)

Criticou empresas que apenas “penduram” telas, empresas que buscam “espalhar” telas ao máximo. O modelo de negócio da empresa dele é focado na utilidade. Ou seja, interesse, necessidade e relevância. Segundo Luis, quando a publicidade é forçada demais, intrusiva demais, dá prejuízo. Já há estudos dizendo que gera resultado zero, ou negativo.

Não se considera agencia, mais um formatador de conteúdo. 95% das vezes, as mensagens não têm som, pois o ambiente, clientes não aceitam som. Disse que o negócio dele se assemelha mais a mídia impressa e não a TV. Achei interessante.

Palestra de Emerson Calegaretti, do MySpace

A última e melhor palestra que assisti. O Calegaretti é uma figura, gente boa, com ótima presença de palco. Já chegou fazendo piada e ganhando todo mundo. O que é difícil demais de ser feito com sucesso (piada no início da palestra).

Segundo ele, a indústria musical pode mudar. E vai. E já está mudando. Há trêes faixas de artistas na pirâmide. Os Top artistas, como a Ivete Sangalo, que ganha rios de dinheiro. O meio, aqueles que vivem de música. Ou melhor, quase sobrevivem. E a base da pirâmide, de quem gosta, mas não fatura nada.

Contou a história de Sam Phillips, produtor musical pioneiro. No início, o ouvinte era o rei. Sam testava o que funcionava. Só colocava no mercado, investia, quando tinha testado e sabia que ia dar certo. Lançou sucessos duradouros, como Elvis. Hoje há no mercado o Rasputin, os executivos das gravadoras. Tentam construir artificialmente sucesso. O caixa é rei. É só investis e as coias acontecem. Tentam criar sucessos etéreos. Buscam o dinheiro fácil.

O MySpace pode ser usado por aqueles músicos que estão fugindo dos Rasputin, querendo voltas as origens, fazer como Sam Phillips. O bacana é que hoje, com a internet, isso é muito mais fácil.

Alguns casos de sucesso, de quem vai contra a maré

Malu Magalhães tirou grana de uma viagem para Disney que ganhou dos pais e gravou quatro músicas. Criou um “street team” de fãs, que a promovem. Fez shows com patrocínio da Sadia, o que seria negado por qualquer artista mais famoso. Vendeu uma música para Vivo, para um comercial. Não assinou com nenhuma gravadora. Lançou álbum em um celular da Vivo. Ainda não vende CD. Vem fazendo tudo diferente. Quando lançar o CD, vai usar outro formato, sem gravadoras, com distribuição diferente. Continua lotando shows. Malu Magalhães talvez seja um exemplo meio antigo, mas eu não conhecia.

A Banda Calypso, do Pará, faz um enorme sucesso em muitas regiões do Brasil. Também não tem gravadora. Procuram influenciadores locais. Contratam estrelas locais para divulgar músicas, CDs, shows. Ele deu o exemplo da miss piscina de Crato/CE (piada boa). Vendem CDs para muambeiros na cidade onde irão fazer um show por R$0,50 a unidade, que são vendidos para o cliente final por R$1,00. E vendem ingressos para um show por R$ 50 a R$60.

O resumo do Calegaretti para ter sucesso hoje no mundo da música é “F**k the system!”.

O Bonde do role tem um street team na europa com 30 pessoas. Fazem um enorme sucesso por lá. O Paulo Coelho dá todos seus livros de graça nas redes de Torrent.

Street team

Street Team é um negocio bacana. Fui perguntar ao Calegaretti, depois da palestra, o que ele recomendava de leitura sobre street team. Ele me recomendou o Tribes :-)

Dicas do Calegaretti:
1- use mídias sociais (se possível o MySpace)
2- crie seu street team
3- corte o middle man
4- faça merchandising
5- nao despreze seus fãs
6- dê seu produto de graça

Myspace hoje sai do mundo virtual, realiza shows, dá convites de graça para quem é usuário do site. Terminou recomendando o livro Pense ao contrário, de Paul Arden, que eu já queria ler.

Gostei muito dessa palestra e do palestrante. Aprendi e me diverti, como acontece nas palestras excepcionais.

Observações finais

O evento foi muito bom, apesar de não ter assitido a maioria das palestras. Gostei muito porque pude conhecer pessoalmente o Bob e o Vinícius. Conheci também a Liliane Ferrari, que já conversava pelo Twitter, admiro o trabalho dela.

Queria muito ter conhecido o pessoal do VideoLog, que o André do Enxame tinha me recomendado. Queria conhecer também o pessoal da PontoMobi (veja foto abaixo, bem engraçada, que eu não vi). Queria ter conhecido também o Interney, a personificação da internet brasileira, e comentar com ele sobre a Bohemia Oaken.

Mas não vai faltar oportunidade.

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O evento ainda teve uma balada no final, uma maneira legal de vender coquetel para os patrocinadores (Heineken, Orloff e chicletes Adams).

Um último toque

Ainda tem muito pouca gente que sabe fazer palestras excepcionais, mesmo em outras áreas, fora do agronegócio.

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O livro Tribes, de Seth Godin, foi considerado o livro do ano pela 800-CEO-read. O livro é muito bom, analisa de forma rápida, a situação atual, de que a liderança é uma disciplina de marketing e como as empresas e pessoas podem usar isso.

Um dos pontos interessantes é a tendência do que era caro ficar barato (fábricas) e o que era barato, ficar caro (atenção.

Não sei se considero o melhor livro que li esse ano, mas com certeza tem muita coisa útil para os tempos atuais. Estou escutando o áudiobook World is Flat (o que deveria ter feito há um tempão) e encontrando vários pontos que são comuns.

Em 2009, vou usar muito esses conceitos. E talvez reler o livro, pois gasta-se apenas 3-4 horas para lê-lo inteiro.

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tribes-cover

Acabei de ler o novo livro do Seth Godin, Tribes. Veio em boa hora. Um livro sobre porque a liderança é cada vez mais importante no marketing, ou sobre como criar tribos que acreditem em uma idéia. Uma tribo é formada por pessoas conectadas: entre si, a um líder e a uma idéia. Para se ter uma tribo, ser um líder, é preciso apenas ter uma idéia e ferramentas que facilitem a comunicação.

Seth está certo. O ser humano há milênios vive em bandos, em grupos. Gostamos de nos aproximar de pessoas que têm interesses similares. A diferença é que com a internet, agora não há mais barreiras geográficas e ficou muito mais fácil, barato e rápido se comunicar.

O que era difícil ficou fácil e o que era fácil ficou difícil. Ou seja, a importância relativa das coisas mudou. Hoje uma enorme fábrica pode deixar de ser um ativo, uma vantagem, para se tornar um impecilho, um peso, fonte de prejuízo. O que era caríssimo ter há 10-20 anos, hoje é muito simples de se terceirizar, ou automatizar.

O consumidor tem cada vez mais poder. Uma pessoa pode mudar o mundo. Ou se você achar piegas, uma pessoa pode atrapalhar (e muito) sua enorme empresa. Há cinco anos essa possibilidade era muito mais remota. Há 15 anos era quase impossível.

Tendências relacionadas a tribos:

  • Mais e mais pessoas querem trabalhar em algo que acreditam.
  • Empresas baseadas em uma fábrica estão cada vez menos lucrativas.
  • Cada vez mais gente decide gastar seu dinheiro em coisas que não são fabricadas em massa, são nichos de mercado, cauda longa, modas passageiras, produtos individuais ou artesanais.
  • O mercado premia pessoas e empresas capazes de mudar, de fazer acontecer.
  • A liderança é cada vez mais acessível a todos os níveis hierárquicos. Seth relata inúmeros exemplos de pessoas comuns que mudaram suas organizações, começando de baixo. Exemplos de empresa, do Pentágono e da Sociedade de Proteção aos Animais.
  • Atitude e habilidade são essenciais, autoridade não.
  • Estamos cada vez mais sedentos pelo que é novo.
  • Estabilidade é uma ilusão.
  • Iniciativa = felicidade.
  • Empresas do futuro não dependerão de fábricas, mas terão pessoas inteligentes, motivadas e flexíveis, com uma missão.
  • O medo será seu maior inimigo. Seu medo, e o medo dos outros. Medo de mudança. Medo que gera paralisia, inércia. Medo que nos engana de que não decidir não é uma decisão. O medo de fracasso é superestimado. Na verdade, nosso medo é de sermos criticados.
  • Idéias especiais são idéias criticáveis. Idéias que muitos serão contra. Se você não tiver ninguém contra sua idéia, ela não é especial, é sem sal.
  • Antes de tentar crescer uma tribo, se preocupe em torná-la mais forte, mais justa, mais unida.
  • As ferramentas (Twitter, Basecamp, Ning) aumentaram, mas não substituem a verdadeira liderança. São apenas ferramentas, a ser usadas.
  • Poucos se dispõem a liderar. Logo há escassez de líderes. Onde há escassez, pode haver valor e recompensas.
  • Para que as coisas aconteçam, você pode fazer, ou facilitar para que outros façam. Mas não dá certo não fazer nada (como era de se esperar).
  • Tribos são excludentes. Você está tentando agradar a todos, e não agradando ninguém.
  • Há muitas tribos só esperando um líder. Já há um mercado, mas ninguém o ocupou. O melhor exemplo é o Al Gore, que encntrou milhares de pessoas dispostas a ouvri sobre sustentabilidade, mudança climática. Ele soube liderar essa tribo, e ganhar com isso. Vá atrás de quem quer te ouvir. Ao ir atrás de todos, você será ignorado.
  • Não peça permissão, peça perdão.
  • Tenha a bravura de um azarão, que sabe que precisa dar um gás extra para ganhar.
  • Procure iniciar mais que responder, e responder mais que reagir.
  • No início, dificilmente o novo será melhor do que o antigo, o estabelecido. Por isso, é improvável que quem já está no topo, continue no topo na próxima onda. Um exemplo: a indústria da música.
  • Cuidado com carneiros, que querem seguir regras, e não querem (ou não sabem) pensar.
  • Seja um termostato (que mede e age) e não um termômetro (que só mede, e não faz nada).
  • A vida é muito curta para se ter um trabalho medíocre e chato.
  • A tribo é um canal de mídia, mas não pode ser alugada (ou vendida).
  • Erre. Steve Jobs errou. Isaac Newton errou.

Hoje, marketing é o ato de contar histórias, que vendem, que se espalham. Marketing é se engajar na tribo, entregando produtos que contem histórias, que se espalhem. Para isso, primeiro é preciso liderar, ou pertencer a uma tribo e conhece-la. Continua a valer a definição de marketing de permissão, ponto chave do conceito do Seth Godin: empresas precisam conquistar o direito de enviar mensagens relevantes e personalizadas.

Liderar é tomar posições, se conectar, e ajudar os outros a se conectarem. Para aumentar a efetividade da tribo, é preciso:

  • Transformar um interesse comum em um desejo de mudança.
  • Prover ferramentas de comunicação.
  • Permitir e facilitar que a tribo cresça, se fortaleça e ganhe novos membros.

Os três passos, resumidos:

  • Motivação.
  • Conexão.
  • Alavanca.

Uma tribo sem um líder é apenas uma multidão. E como cita Michael Gerber em seu livro E-Myth, multidões não constroem nada, só destroem.

Não existe mais “bom o suficiente”. Seja ótimo, espetacular. Ou tenha o menor preço. E sempre vai aparecer alguém cobrando poucos centavos a menos que você.

Uma ótima medida de sucesso do seu negócio não é o número de clientes, mas o números de verdadeiros fãs, pessoas apaixonadas pela sua empresa, seu produto, suas idéias. Encontre pelo menos 1.000 fãs verdadeiros. O objetivo não é ganhar mais clientes, mas transformar um fã ocasional em um verdadeiro fã. Um fã de carteirinha. Não é fácil, e geralmente demanda generosidade e bravura.

Criando seu movimento:

  • Publique um manifesto.
  • Tenha um mantra.
  • Seja acessível.
  • Facilite a conexão entre os membros da tribo.
  • Dinheiro não é o principal.
  • Meça seu progresso.

Princípios:

  • Transparência não é uma opção, é a realidade.
  • Sua causa precisa ser maior que você (ou o que você vende).
  • Causas que crescem, vencem.
  • Se compare ao status quo, não a outras causas.
  • Exclua outsiders, crie um clube, sem meio termos. Ou está dentro ou fora.
  • Prejudicar alguém é sempre menos efetivo do que ajudar.
  • Não tente “roubar” seguidores de outras tribos. Busque quem ainda não tem uma. Geralmente é muito mais fácil.
  • Melhor começar antes do que depois.
  • O segredo não é o truque (que todos sabem), mas a arte de fazer o truque. A mágica só acontece na mente do espectador.
  • O carisma não te faz um líder. Mas ser líder te faz carismático.
  • Escute, escute muito. Mas tome a sua decisão.

7 elementos da liderança:

  • Desafie o status quo.
  • Crie uma cultura própria.
  • Tenha curiosidade.
  • Tenha carisma.
  • Comunique sua visão de futuro.
  • Se comprometa com sua visão de futuro, e aja.
  • Se conecte aos outros membros, e facilite o contato entre eles.

Faça o que você acredite. Crie uma visão de futuro. Busque ativamente esse futuro. Os seguidores aparecerão.

Um detalhe bacana. Comecei a ler o livro em cinco de novembro, mas “meu” exemplar chegou só hoje. Seth fez uma promoção com a editora, mandando um livro extra a todos os que compraram o livro na pré-venda, com uma carta que dizia mais ou menos assim:

Obrigado por investir um pouco de dinheiro e muito do seu tempo nas minhas idéias. Estamos enviando um livro extra, antes que qualquer pessoa receba, como agradecimento, e pedindo que você empreste o outro livro que você vai receber, para um amigo ou conhecido.

Uma forma simples de fazer o que ele chamou de “Brinde Grátis, Aproveite!” (um dos livros dele). O livro também estava de graça no site de áudiolivros Audible.com, por alguns dias. Ricardo Jordão, da BizRevolution, escreveu um post bem bacana sobre esse livro, na semana passada.

Como nos demais livros do Seth Godin, não se encontram dados e dados científicos, nem grandes novidades teóricas. Se encontra um resumo, muito bem explicado e ilustrado, cujo objetivo é te fazer agir. O livro e deu várias idéias de como melhorar meu negócio, transformando-o cada vez mais numa tribo. Já estou usando e vou usar muito mais.

E por último, um cartoon que foi uma das inspirações para o livro. O mercado para o que se acredita é infinito.

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Estou terminando de ler o livro Tribes: We Need You to Lead Us do Seth Godin, e vou postar o resumo por aqui. Enquanto isso, sugiro assistir ao vídeo Tribes de Seth Godin no site Vimeo.

E ver os slides. É possível até fazer o download do PPT.

Dica do Mixergy e do Garr Reynolds.

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