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Posts Tagged ‘mp3’

Li entre domingo e segunda da semana passada, li um excelente livro sobre vídeo online. Foi recém-lançado nos EUA. Se chama Get Seen (Seja visto), de Steve Garfiled. O livro é muito bom e rápido de ler. Dessa vez, usei o Kinlde for PC no netbook aqui em casa e funcionou muito bem, pois, ao mesmo tempo que lia, ia pesquisando na internet as sugestões dele.

Minhas principais observações e dicas:

  • O mais importante é você. Não se preocupe tanto com equipamento, foque em ter uma história boa para contar, com frequência e consistência. E persistência.
  • Não tente agradar a todos. Encontre seu nicho.
  • Steve montou uma rede Ning para compartilhar conteúdo sobre o livro. Conheça www.getseen.ning.com.
  • Vídeo online ajuda você conhecer os outros e se tornar mais cohecido, como pessoa, como ser humano, não apenas o “profissional”. Concordo e esse é um dos motivos que mais me anima a entrar nesse jogo.
  • Grave pequenos vídeos do seu dia-a-dia. Nem sempre você vai postar, mas você não vai perder esses momentos. Interessante.
  • iPhone 3GS faz tanto sucesso poi svocê anda com ele, sua carteira, e suas chaves por todo o canto. Por isso está se tornando a câmera mais usada do mundo.
  • Steve conta um caso em que ele cosnseguiu gravar entrevista com um senador antes da CNN, por estar do lado dele com um celular habilitado para stream de vídeo (ao vivo), usando o Qik.
  • Comece o quanto antes, e aprenda com isso. Estou pensando em fazer um experimento, gravando um pequeno vídeo todos os dias.
  • Um site na Alemanha fez uma parceria com a camera Flip, que já envia direto para esse site. O próprio site vende as câmeras para seus leitores. Achei demais essa ideia.

Sites legais e recursos:

  • Para tutoriais e screencasts, use o www.screenr. Ou use o Animoto (muito legal!) para fazer vídeos de fotos e slides.
  • Youtube tem máxima audiência, mas só com vídeos até 10 minutos.
  • Blip.tv tem qualidade e distribui seu conteúdo para o iTunes e gera MP3.
  • Vimeo é o melhor em qualidade.
  • Vale a pena usar Tubemogul, para colocar seu video em inúmeros outros sites, de uma uma vez só.
  • Transmissão ao vivo: Qik, Ustream e Livestream. Ainda não testei, mas chego lá.
  • Blip.tv tem a opção de montar playlists, assim uma pessoa pode assistir todos o sepisódios em uma mesma página.
  • Para vídeos corporativos: Brightcove ou Viddler. Para vender conteúdo, ele recomenda MyContent.
  • Para video chat, ele recomenda ooVooTinychat.
  • A câmera que mais gostei das sugestões dele foi a Kodak Zi8, pequena como uma Flip, grava em HD em formato sem precisar de conversão e tem entrada para microfone.
  • Minha câmera (Canon HF200) também aparece bem, mas tem o problema de precisar converter o vídeo antes de editar.

Sobre a produção (a melhor parte do livro, super completa):

  • Em vídeo online, gaste mais com microfones e iluminação do que com câmeras. Uma surpesa para mim. E ele dá dicas de todo tipo de microfone, inclusive os BBB (bom, bonito e barato – meus favoritos).
  • Até no iPhone, vale a pena ter um microfone externo. Ele recomendou esse. Eu comprei, mas não chegou ainda.
  • Tenha um tripé.

Detalhes práticos:

  • No youtube, título de no máximo 60 caracteres.
  • Se prepare para receber comentários que não gosta (tenha pele grossa, ou thick skin). Eu sei bem o que é isso em quase 10 anos de AgriPoint :-)
  • Faça vídeos curtos. Esse eu ainda preciso aprender.
  • Entrevistas: ligue a câmera antes, para deixar o entrevistado mais a vontade, mais focado em você e prestando menos atenção a câmera.

Comentários finais:

Recomendo muito esse livro se você quer entender mais sobre vídeos online e começar a fazer os seus. Steve testou inúmeras opções e formatos e dá o caminho das pedras. Eu achei bom demais e já estou melhorando várias coisas nos meus planos. Mas a principal dica é: comece ;-)

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kindle

Fiquei um preocupado com as declarações que li recentemente de editores e livreiros brasileiros, sobre o mercado de livros e de forma direta e indireta os impactos do Kindle (e de outras formas possíveis de se ler um livro, sem usar papel). Fiquei pensando: esse pessoal está caindo no engano mais antigo do marketing: a miopia de marketing.

Leia abaixo alguns recortes meus:

Livreiro Rui Campos, dono da Livraria da Travessa (que na minha opinião é excelente, talvez a melhor do RJ):

O best-seller é o motor, o financiador, o viabilizador do mercado livreiro (autor, editor, distribuidor etc). Sem o best-seller esse mercado não se sustenta. Ele permite a uma editora ou livraria seguir apostando em uma variedade de títulos de venda lenta, (os bad-sellers, ou os midi-sellers!), pois estarão sendo financiados pelos best-sellers. Note-se que nem sempre ou raramente um livro nasce best-seller! É preciso apostar e isso leva à diversidade e pluralidade que são, em suma, a nobre missão do livro.

Essas abaixo foram da matéria do Globo, onde dei entrevista também. O link é  do site Madia Mundo Marketing, que também fez uma análise interessante.

Roberto Feith da Objetiva:

“Eu não acredito que os livros físicos vão acabar. A experiência de manuseio e leitura do exemplar impresso é agradável. E, além da vantagem sensorial, o aparelho digital custa dinheiro. Nesse sentido, o livro é diferente da música, em que as pessoas trocaram um tocador de CD por outro aparelho, como um iPOD, mais portátil e capaz de baixar músicas da WEB. Mas o livro físico já é portável e não exige um aparelho para ser degustado…”

O diretor-presidente do Grupo Editorial Record, Sérgio Machado:

“A vitória do KINDLE pode ser a morte do ato de lançar livros. O desejo de adquirir um livro desconhecido passa pelo físico, pela conveniência, pelo boca a boca. Para mim os livros físicos só acabariam se imaginarmos uma sociedade estática em que não houvesse mais lançamentos, porque todas as obras já foram escritas…”

Minha avaliação

O Kindle, ou qualquer outra forma que facilite a leitura, ou o acesso a obras e escritos, novos ou velhos, vai facilitar e muito o lançamento de novos títulos. Isso já está acontecendo.

Hoje eu posso comprar um livro na Amazon para o Kindle, lançado hoje e recebê-lo e começar a ler nesse instante. Sem demora, sem perda do correio, sem custo de frete. Se isso não for facilidade, o que é?

Outra grande mudança. Se você quiser lançar um livro que escreveu e “ninguém vai ler”, pode fazer de forma muito fácil pela Amazon e ainda ganhar uma comissão de 35% por livro vendido no formato Kindle (muito acima dos tradicionais 10%). Assim vai ficar muito mais fácil para qualquer pessoa lançar um livro, mesmo que ele não seja um best-seller. Essa tecnologia vai permitir a cauda longa realmente se efetivar no mercado de livros.

Vai tornar que livros com baixa demanda se tornem comercialmente bem sucedidos. Isso vai acontecer, porque hoje, depois de escrever um livro, há um custo enorme para colocá-lo na frente do consumidor, em cada livraria e ponto de venda. Com a tecnologia digital, depois de escrito, o custo para se editar um livro é praticamente zero. Isso vai mudar incrivelmente o mercado de livros, nos próximos anos, na minha opinião.

A grande mudança no mercado

A grande mudança no mercado de editoras e livrarias não é que menos gente vai querer ler livros. Muito pelo contrário, essas novas opções vão aumentar o número de leitores. Vai ficar mais difícil é ganhar dinheiro vendendo livros (como uma livraria) ou fazendo livros (como uma editora).

Infelizmente, me parece ao ler as declarações acima de editores e livreiros, que os brasileiros ainda não acordaram para essa nova realidade. Se você duvida, esse filme já passou, já é velho. Só é preciso olhar para a indústria da música com o download, MP3, ITunes store, etc.

Se eu fosse um livreiro ou editor a primeira coisa que eu faria: comprar um Kindle e ficar de olho nessas mudanças e começar a pensar: como vou ganhar dinheiro com livros nos próximos 5-10 anos.

Minha dica: vai ser muito diferente da maneira que é feito hoje, pela maioria das empresas. Isso já é uma realidade na indústria da música (triste para a maioria das empresas) e que pode ser infeliz para muitos da indústria dos livros, se dormirem no ponto.

Outros posts

Se você se interessa por esse tema, escrevi outros posts sobre o Kindle.

Amazon lança Kindle 2, mas com poucas novidades

Minha entrevista sobre o Kindle da Amazon, para o jornal O Globo

Como usar o Kindle Amazon no Brasil

Porque comprei um Kindle e minhas primeiras impressões, no Brasil

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Comecei a ouvir audiolivros recentemente e tenho gostado muito. Primeiro com as edições em áudio da revista The Economist, depois com resumos de livros da Summary. Agora comprei meu primeiro livro da Audible americana.

Aqui no Brasil também começam a aparecer opções.

Comprei uma edição de áudio da revista VendaMais. A qualidade da produção do áudio é muito boa, mas achei o conteúdo um pouco “simples” demais. O CD é gravado em áudio normal, ou seja, roda em qualquer toca CDs. Já a revista impressa é muito boa. Comprei a última edição e achei que melhorou muito em relação a uma que li há +- um ano.

A empresa Audiolivro começou a publicar títulos em portugues, mas ainda não comprei nenhum. Achei o formato bom. Como o da Venda Mais, vem em uma caixa de DVD, que faz uma boa apresentação, mas nesse caso vem em MP3, o que facilita o uso e carregar arquivos maiores, apesar de não tocar em qualquer som. Acho que vale a pena ser em MP3.

Acho que o áudio-livro é um produto que tem muito futuro, pois cada vez passamos mais tempo em locais onde não podemos ler, e eu (pelo menos) quero ler cada vez. Um grande exemplo é o tempo passado dentro do carro, na estrada ou no trânsito.

Acho ótimo ouvir músicas, mas acho que posso aproveitar melhor o tempo, para me atualizar. Em especial em viagens a trabalho. Criei ate uma regra simples, se for viagem a trabalho, áudios de atualização pessoal, se for a lazer, só música. Até porque, nas viagens a trabalho geralmente estou sozinho, e não vou encomodar ninguém com minha seleção.

Li uma entrevista com Donald Katz, fundador e CEO da Audible, principal empresa americana de audiobooks, que foi comprada pela Amazon no inicio do ano por US$ 300 milhoes.

Abaixo alguns trechos que mais gostei.

A empresa oferece hoje mais de 80 mil títulos, incluindo livros, revistas e até jornais diários.

Alguns atores, ou autores, que lêem os livros, tornam o conteúdo ainda mais interessante. Ouvir um livro nos remete à infância, quando nossos pais liam para nás, na cama. E também a maneira mais antiga de se passar informações e histórias – contando-as. Por exemplo: escutar o livro do Obama lido por ele mesmo pode ser melhor do que le-lo, pois voce consegue aproveitar a ótima capacidade oratória dele também.

Katz recomenda também o livro “No asshole rule”, do Robert Sutton, publicado no Brasil como “Chega de babaquice“. Já li resenhas e acho que deve ser muito interessante.

Os clientes Audible consomem (ouvem) em média 15 livros por ano.

Donald diz que procura ler (além de ouvir) sempre que possível. E faz uma colocação interessante, escutar no carro, e chegar em casa e continuar a ler no Kindle.

Eu já fiz isso, escutei a edição em áudio da Economist, gostei tanto de um “special report”, que li depois, no papel.

A empresa fechou 2007 com mais de 450 mil assinantes, crescendo de uma base de 380 mil em 2006.

A venda para a Amazon está liberando tempo, agora ele pode se dedicar 100% a empresa, antes gastava 40-50% do tempo lidando com advogados, contabilidade, etc. Agora pode focar na estratégia central da empresa. E tem outras pessoas tocando essa parte.

Update: ótima resenha sobre audiolivros do site Efetividade.

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