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Archive for the ‘liderança’ Category

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Esse final de semana li um excelente artigo de Tim O´Reilly sobre trabalhar em coisas que valem a pena. Foi escrito no início de janeiro desse ano, em plena crise financeira mundial. É uma ótima reflexão sobre como usamos nossos recursos, nosso tempo, enfim, nossa vida.

Desde que fui ao evento Web 2.0 Expo, co-organizado pela empresa do Tim, comecei a admirá-lo cada dia mais, a medida que conhecia mais seu trabalho, sua filosofia, sua postura.

Os princípios de Tim:

  • 1- Trabalhe em coisas que tenham um significado maior que dinheiro, para você. Essa é uma ótima dica, que acredito muito. E que se você deixar, por mais idealista que comece, vai mudando de rumo. É preciso sempre fazer um “reality check”, verificar qual seu real rumo.
  • Pense mais em seus clientes, do que na sua concorrência. Falando sobre isso, ele cita Katy Sierra, que disse “em muitos casos, quanto mais você tenta competir, menos se tornar competitivo”.
  • Tenha metas audaciosas, como disse Jim Collins, em Feitas para Durar. Como no livro, empresas que crescem muito, por longo tempo, tem um objetivo maior do que fazer muito dinheiro. Querem mudar o mundo. Há inúmeros exemplos legais.
  • Não tenha medo de falhar. Quando você vence um desafio, apenas porque ele é pequeno, você pode piorar. Quando você perde um desafio que era grande demais, você aprende, melhora.
  • Se a vida fosse uma viagem de carro, o dinheiro seria a gasolina, sem ele você não vai para frente. Mas a vida não pode ser um passeio por postos de gasolina. Essa é uma metáfora dele, que gostei muito.
  • 2- Crie mais valor do que você captura. Você precisa ganhar dinheiro, mas para ser sustentável, é preciso que sua rede (clientes, fornecedores, etc) também ganhem dinheiro.
  • Um exemplo bom, e exagerado, é do Bernie Madoff, que foi o cabeça de um golpe bilionário no mercado financeiro recentemente.
  • Um outro exemplo, positivo, é o Grameen Bank, do “banqueiro dos pobres”. Ele ganha dinheiro com o negócio dele, mas ao ganhar está ajudando aos outros, e muito.
  • Não se preocupe se outros ganham dinheiro com seu sucesso. Isso é bom. Ele conta que muitos ficaram ricos aplicando os conhecimentos que ele espalha nos livros editados pela editora O’Reilly. Um ficou bilionário. Ele acha isso bacana. Desconfio que é porque: a-adora o que faz, b-também ganha dinheiro, c-ele tem um estilo de vida bacana.
  • Usa a Microsoft como exemplo. Segundo ele, no passado, ela criava mais valor do que capturava. Agora captura mais do que cria. Por isso tanta gente não gosta da MS atualmente. Diz que ela precisa se reinventar, focando em capturar valor, mas criar mais do que coleta para si própria. Achei bem pertinente esse exemplo. O Google pode estar indo pelo mesmo caminho.
  • Desenvolva algo simples, e faça com que evolua, melhore com o tempo.
  • 3- Mire no longo prazo. Não pense apenas no hoje e no amanhã. Pense em dez anos. Pense no que você vai lembrar quando estiver velho.
  • A vida passa muito rápido. Nunca ninguém falou no leito de morte que queria ter passado mais tempo no escritório, ou que se arrependia de não ter ganhado mais dinheiro. Como diz o título de um dos filmes mais antigos que já vi, “Do mundo nada se leva”.
  • Os EUA, onde ele vive, passa por uma crise. Não apenas financeira, mas de realidade. Uma bolha de realidade. Nos últimos anos, muitos ganharam dinheiro (e muito) apenas em esquemas (legais, mas não sustentáveis) de especulação. Sem criar valor.

Para finalizar, e resumir. Tim O’Reilly é o fundador e CEO de uma das principais editoras de tecnologia dos EUA. Além de livros, edita livros eletrônicos, realiza conferências e programas de treinamento. Seu slogan e mantra é: “Changing the world by spreading the knowledge of innovators“.

Tim O´Reilly tem uma conta no slideshare, onde colocou o PPT dessa palestra. Assista abaixo.

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pegadas

Comprei no sábado e acabei de ler hoje o livro Pegadas, de Roberto Adami Tranjan, sobre a travessia dos 7 mercados. Da era industrial para a era do conhecimento. O livro é bacana, apesar de ser em forma de parábola, que o torna mais longo (eu prefiro o texto direto ao assunto).

Me interessei pelo autor, há conversar há uns dois anos com um amigo, que estava fazendo um curso com ele e implementando uma série de mudanças muito bacanas da empresa dele (de arquitetura).

O livro é sobre como criar prosperidade, nos negócios e na vida. Ele explica as 7 possíveis fases (ou mercados) que sua empresa pode passar.

Sobrevivência

1- Arena de guerra (luta, armas, ataque, guerreiro)

2- Mina de recursos esgotáveis (disputa, artimanhas, combate, jogador)

Travessia

3- Oásis no deserto (descobrir, sonho, curiosidade)

4- Ponto de encontro (compreender, conectar-se, foco, competência, perito)

5- Ateliê de arte (imaginar, inovar, fé, inspiração, artista)

Prosperidade

6- Espaço de solidariedade (ajudar, servir, luz, paixão, excelência, solidário)

7-Jardim supremo (contribuir, unificar, consciência, energia, entrega, cultivador)

Comprei o livro por acreditar que minha empresa é um ponto de encontro (esse é inclusive nosso slogan). E fiquei curioso como ele descrevia cada um desses mercados, em especial os acima do “4”.

Muitos conceitos já são conhecidos. Talvez até muito batidos. São difíceis de se aplicar, na prática. Foco real no cliente. Lucro é uma consequência. Líder participativo.

Algumas frases legais, que ele coloca no meio do texto, para estimular a reflexão:

  • Faço tudo para ser normal, ou seja, sigo as normas.
  • Quando a atenção é ocupada pela curiosidade, surge a ousadia.
  • Somos feitos da mesma matéria de nossos sonhos, Shakespeare.
  • O homem é, acima de tudo, aquele que cria, Saint Exupéry.
  • As pessoas demoram muito para ficar jovens, Picasso.
  • O dia só amanhece para quem está acordado, Henry David Thoreau.
  • Não seja apenas um piloto de fluxo de caixa.
  • A fonte da integridade é nunca fazer do outro um meio, Kant.
  • Confie no Senhor, mas amarre seu camelo, provérbio árabe.
  • Não pense que está em crédito com o mundo. Quem se sente credor, está sempre padecendo.
  • O oposto do medo não é a coragem, é o amor.
  • Se você precisasse de um lugar que o inspirasse a criar a grande obra da sua vida, para onde iria? Seu escritório? :-)
  • É preciso energia e consciência.
  • Desacelere, para andar mais rápido.
  • Ponha sua bagagem no chão; o trem já está em movimento, Ramana Maharshi.

Fiquei com uma sensação estranha e engraçada ao terminar de ler o livro. Não sabia se tinha achado o livro básico demais, ou se ele tinha me inspirado. Provavelmente os dois. E talvez esse era o objetivo do autor.

Procurando no Google, encontrei esse post que explica bem, e resumidamente, o outro livro e curso dele – Metanóia.

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Recebi o artigo abaixo da minha psicóloga e gostei bastante.

Achei interessante os conceitos de carisma e da habilidade de ressoar. Esses dois pontos são fundamentais. Além disso, acho muito importante também a capacidade de contar histórias.

Atenção maior as janelas quebradas do que a propostas monumentais é um ponto muito forte. O 10° ponto, de que a comunicação é o mais importante fecha bem o artigo.

Esse negócio de líder de hoje e de ontem já está meio batido. E não concordo muito com a questão de não precisar se explicar.

Acho, no entanto, que está faltando algumas coisas: um líder é alguém que admiramos, e geralmente admiramos quem quer muito, quem vai além. O líder tem alta energia, e de alguma forma inspira os outros. Essa admiração as vezes não é na ética, mas na ambição.

Leia o artigo completo, abaixo.

O líder hoje – dez pontos para um líder no mundo atual

1. Um líder hoje é diferente de ontem. Hoje estamos em uma sociedade de rede, uma sociedade plana, não vertical, o líder não pode se apresentar como um modelo a ser imitado, ou louvado como um ideal. Acabou a era dos líderes imperiais, mistura de sabedoria e poder.

2. Um líder hoje tem que ter algo de carismático. Lembremos que os carismáticos eram os que tinham acesso a Deus sem intermediação, razão de sua perseguição pela Igreja. O carismático tem um compromisso com sua paixão, acima da vontade de ser compreendido pelo outro. Por essa postura, seduz, tem o algama, como diria Sócrates.

3. Um líder hoje tem que estar pronto a suportar o mal-entendido. No mundo-mix não há uma razão maior unificante, que universalize (versão do um), que convença plenamente pela razão. Mais do que nunca vale o conselho: “Não se explique, nem se justifique”.

4. Um líder hoje deve dar maior importância ao ressoar que ao raciocinar, “tá ligado”? Essa expressão dos jovens atuais aponta a um novo tipo de laço social que não é baseado na compreensão, como há até pouco tempo, mas na multiplicidade de estimulações. Só assim podemos compreender uma Techno-parade com dois milhões de pessoas que estão juntas no exercício de suas diferenças, não de uma igualdade.

5. Um líder hoje deve ter uma história para contar, sim, mas, sobretudo, criatividade para inová-la. A sua história mais vale pela paixão vivida, que pelo exemplo moral do sofrimento. A ética do desejo é diferente da moral dos costumes.

6. Um líder hoje deve adotar o Princípio Responsabilidade, não a utopia, nem o medo. O Princípio Responsabilidade exige dois movimentos: inventar uma solução e, em seguida, ser capaz de inscrevê-la ao mundo.

7. Um líder hoje não deve se preocupar com nenhum figurino prêt-à-porter, mas com a convicção do seu gesto. Não haverá um líder igual a outro, acabou a pessoa com cara de líder.

8. Um líder hoje deve preferir a razão sensível à razão ascética. Lógica com subjetividade será mais convincente que lógica com números. Números não emocionam.

9. Um líder hoje deve saber que a cauda da distribuição de preferências é longa e que mais valem os detalhes do pouco a pouco, a atenção com as janelas quebradas, que propostas monumentais.

10. Um líder hoje deve saber que na sociedade de comunicação o que mais vale é a própria comunicação, a interface, o contato, além de qualquer bem material: o líder deve ser a expressão de uma cultura.

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Assisti essa presentação de Yu-kai Chou no Google, sobre vida pessoal, trabalho, usando um tema que não me é familiar (games), mas que achei bem interessante e com pontos muito bem colocados.

O que me chamou a atenção:

  • a vida é um jogo
  • foque em suas paixões e interesses, e não apenas em habilidades
  • paixão leva a melhor trabalho, ética e diversão
  • mapeie suas competências
  • procure aprender
  • melhore suas competências que são sinérgicas, foque em poucas coisas
  • interaja com pessoas melhores (ou mais “avançadas”) que você
  • não tenha medo de se aproximar de pessoas “especiais” ou “avançadas”
  • contribua para que pessoas que ainda estão iniciando possam usufruir do que você sabe, ou seja, ajude os outros que não podem te ajudar
  • trabalhe com quem tem paixões semelhantes e competências complementares
  • complete pequenas tarefas – elas te ajudam a seguir em frente com a grande missão
  • a jornada é a recompensa

Outros detalhes:

  • gostaria de entender mais sobre o triângulo de competências
  • imagino que o slide 4 tem a ver com trabalhar com alguma coisa que você não goste :-)

Consegui aprender mesmo vendo um PPT sobre games. Abaixo o preconceito :-)

Como sempre, o material estava no Slideshare, um site que gosto mais do que o Youtube.

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Acabo de ler um post muito bom com 10 dicas para uma grande liderança em tempos de crise. Gostei muito e concordei com tudo.

  1. Trabalhe duro. É sério.
  2. Demonstre confiança e otimismo. Não significa acreditar em duendes.
  3. Não esconda a verdade.
  4. Peça ajuda a todos de sua equipe.
  5. Não fale mal da sua equipe, empresa, etc. Foque no que vocês podem fazer.
  6. Não se aproveite do fato do mercado de trabalho estar “comprador”.
  7. Tempos difíceis são uma oportunidade para mudar e inovar.
  8. Colabore entre diferentes funções e áreas da empresa.
  9. Comunicação, comunicação, comunicação.
  10. Lembre-se: é uma oportunidade de você melhorar.

Me lembrei de três frases muito boas que li recentemente:

  • Nos bons momentos ninguém faz as perguntas difíceis, em material sobre a crise do varejo.
  • Crise é uma coisa terrível para se desperdiçar, Jim Collins, em palestra no Brasil em 2008.
  • Que você viva em tempos interessantes, provérbio chinês.

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Tenho tentado andar nessa corda bamba, não caindo para a apatia, nem ultrapassando para o lado da agressividade. Meu maior problema é a agressividade. Como fazer para ser altamente assertivo, muito intenso, sem ser agressivo?

Um caminho, que tem funcionado para mim, é se colocar na posição do outro, pensar como se estivesse do outro lado. Tem funcionado, me sinto mais humano, mesmo quando preciso de velocidade.

Li outro dia uma dica de livro que se chamava Legado de liderança, ou algo assim, que dizia que em todas as interações em que você está liderando, procure pensar no longo prazo, no que gostaria de deixar como legado pessoal/profissional e procure adaptar essa situação específica e momentânea a esse seu objetivo maior de longo prazo. Fez sentido e quando usei, funcionou.

Talvez eu tenha que exercitar mais meu lado “zen”. O que é difícil nessa corrida toda. Por outro lado, pensar e tentar praticar a intensidade, a presença, sem agressividade já tem me ajudado.

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