Feed on
Artigos
Comentários

Comprei na semana passada a revista Piauí. Já tinha lido algumas matérias de outros números, emprestado ou em cafés. A revista é muito boa, tem matérias muito interessantes e diferente do que você pode esperar. Demorei para entender porque, e aqui vai minha versão.

Algumas matérias da edição atual, que li e gostei:

  • Uma análise completa e isenta do novo CD do Roberto Justus. Humor a la “Pânico”, só que com muito mais classe. Só lendo para entender.
  • Histórias da rodoviária Tietê, de São Paulo, SP. Quem já passou muito por lá, como eu, se diverte lembrando das cenas e figuras já vistas. Mesmo quem nunca foi, se diverte, imaginando.
  • O perfil da imprensa argentina atual, com destaque para Jorge Lanata, especialista em criticar o governo, com inteligência e humor. Não consegui identificar o similar brasileiro.
  • O relato da mediação entre tráfico e governo federal, para inauguração da obras do PAC, em favelas do Rio. Só no Brasil isso acontece, e o pior, a surpresa é pequena.

Outros textos muito bacanas, de edições passadas:

  • O perfil do Zé Dirceu, que é um personagem que precisamos conhecer melhor, até porque, tudo indica, ainda continua influenciando e muito no planalto.
  • A história de um maluco, que sem nenhum dinheiro, fez uma viagem pelo Brasil, numa bicicleta velha, ganhando abrigo e comida de quem encontrava pelo caminho. Um cara extremamente simples, pobre, que fez um programa que pouca gente com dinheiro consegue fazer.

Essa semana, o Meio&Mensagem publicou uma entrevista com João Moreira Salles, editor da revista. Depois de ler, fiquei gostando ainda mais da revista.

  • A revista não tem editorias, não tem assuntos e temas fixos.
  • Ao planejar a revista, antes de lançar, as consultas com especialistas indicaram vendas entre 5 (pessimista) e 12 (otimista) mil exemplares vendidos. Hoje já estão em torno de 35 mil revistas pagas. Três vezes o especialista mais otimista :-)
  • Escrevem matérias “com tempo”, muitas vezes sobre assuntos já batidos na mídia. Mesmo assim conseguem trazer informações, enfoques inéditos. Querem contar a história melhor do que os outros, sem pressa, sem querer “dar o furo”. Muito difícil de fazer, bom demais ver alguém que consegue fazer. Os perfis do Zé Dirceu e do Daniel Dantas são bons exemplos.
  • Não fazem pesquisa de mercado com os leitores, sobre o que eles “querem ler”. Não querem fazer uma revista boa, moldada ao gosto do leitor, utilitária. Querem fazer uma revista que o leitor não sabia que queria ler. Me senti assim lendo a maioria das matérias da revista. Assuntos “nada a ver”, fora dos meus interesses diretos, mas mesmo assim fiquei muito satisfeito com a leitura.
  • O principal segmento anunciante é o editorial (livros).
  • A revista não está segmentada por classe social, nem por faixa etária. O denominador comum é escolaridade, com maior concentração de pessoas com grau superior completo.

Meu relógio Polar

Comprei no ano passado um relógio Polar, dos mais simples, pois estava querendo começar a correr mais sério. Tenho usado diariamente, não só para correr. Uso no dia-a-dia também.

Algumas coisas legais aconteceram comigo desde que comecei a usar. É mais fácil encontrar e conhecer pessoas que gostam de correr. Se estiver usando um Polar, é só perguntar. Geralmente a resposta é positiva e você já tem um assunto para bater papo.

Fiquei com vontade de começar a usar quando li o livro do Nuno Cobra, Semente da Vitória. O livro é ótimo e ele recomenda você começar um plano de exercícios treinando o coração. Desde então, uso o polar para acompanhar meu desempenho.

Gosto de medir qual a máxima frequência cardiáca chego na minha corrida quase diária, quanto tempo demoro a voltar a uma frequência “normal”, qual a frequência média, etc. Também uso para medir o tempo corrido - geralmente 10 minutos andando, 35 correndo, e 10 andando para finalizar.

Na corrida São Silvestre do ano passado, meu ritmo foi limitado pelo relógio. Toda vez que ele apitava (acima de 190), eu andava. Semana passada, por exemplo, estava há quase um mês sem correr, estressado e cansado. Quando voltei a correr fiquei assustado como a frequência subia rápido (e demorava mais para baixar).

Além desses usos básicos, fiz um teste, que alguns amigos acharam engraçado. Tinha lido que o vício em checar emails tinha um fundo fisiológico. Quando você checa e responde emails, tem uma descarga de endorfina, te fazendo se sentir bem. Para testar isso em mim mesmo, fui com a “cinta” para o escritório e fiquei olhando como meus batimentos variavam quando respondia os emails. Foi incrível e engraçado: meus batimentos baixavam quando estava respondendo emails, em especial quando apertava o botâo “enviar e receber” e quando clicava em “enviar mensagem”.

Viciado em email?

Viciado em email?

Sobre emails, uma ótima dica, com testes, é o material E-mala, do Christian Barbosa. Outra sugestão é o post Como produzir muito: emails, do Eduardo Carvalho.

Nos EUA o livro foi publicado com o título “Madison & Vine: Why the Entertainment and Advertising Industries Must Converge to Survive”. As avenidas Madison e Vine são os endereços das principais empresas de comunicação e agência de publicidade nos EUA. O título afirma que é preciso convergir publicidade e entretenimento, para que os dois setores sobrevivam.

O autor fala da união das empresas de entretenimento com as de propagandas a fim de se criar idéias criativas diante das imensas mudanças que vêm ocorrendo nos modelos tradicionais de negócios das duas indústrias. Ele acredita que a convergência entre as duas não pode ser apenas uma inserção de produtos em filmes e em programas televisivos feito pelo medo de que o comercial de 30′ se torne obsoleto perante as novas tecnologias de gravação digital e sem foco no consumidor.

Na indústria de entretenimento, o desafio é como cobrar pelo conteúdo, quando a pirataria é cada vez maior. A personificação é o Napster. Na publicidade, o desafio é como comunicar em um mundo onde o poder não está mais na mão da indústria. O exemplo vivo nos EUA é o TIVO, que permite gravar progamas e “pular” comerciais.

O consumidor tem cada vez mais opções, mais controle, mais informação para negociar e decidir. Tem cada vez mais poder. O consumidor quer mais escolhas e mas conveniência, e quem oferece isso ganha. Um bom exemplo é a loja online Itunes, da Apple.

Capítulo 1 - O sistema pifou

Pela primeira vez, se vê a necessidade da colaboração mútua entre os dois setores, devido ao medo, já que os modelos antigos estão prestes a desabar. Este medo é provocado pelas novas tecnologias que colocam o consumidor com total autonomia. Agora ele pode gravar seus programas e driblar os comerciais. Desta maneira as TVs são obrigadas a mudar e assim, percebem que o dinheiro não virá mais dos anunciantes. Então é preciso uma reinvenção do negócio da comunicação, do marketing. Este modelo pode acabar com algumas marcas, mas ao mesmo tempo pode construir novas marcas. Depende de quem quiser participar, já que não há escolha.

A grande mudança vai ocorrer em relação a quem tem o poder, que antes era de quem produzia e hoje é de quem consome. Este consumidor agora tem total liberdade e autonomia. Outra diferença é que o modelo tradicional sempre foi de intrusão e agora ele precisa convidar o telespectador e para isso precisa descobrir e aprender o que o consumidor quer.

Capítulo 2 - Se pifou, conserte

Soluções:

  • Publicidade de longo formato - comercial com mais de 30′ e 60′ com valor de diversão, sem a cara dos antigos comerciais, sem ter alguém falando o quanto é bom aquele produto. Um exemplo são os mini filmes da BMW.
  • Integração de mensagens publicitárias em programas de roteiro fixo (novelas) e sem roteiro fixo (reality shows e programas de variedades) Ex: Coca-cola no programa American Idol.
  • Integração de produtos em filmes - esta inserção não é nova, no entanto hoje é dada uma participação muito maior aos publicitários que têm voz ativa, antes mesmo das filmagens.
  • Parcerias com a indústria da música - as indústrias musicais vêem cada vez mais os comerciais como parceiros para a distribuição e um forte aliado contra a pirataria.
  • Programas financiados por anunciantes - esta uma prática que vem sendo adota a fim de desbancar a concorrência e vista como uma oportunidade de marketing.

Outros exemplos são as inserções de produtos em videogames, como foi o caso do jogo “The Sims”.

Ele acredita que os comerciais divertidos têm seu espaço junto ao consumidor, já que a partir de um estudo viu-se que as pessoas não ignoravam dois tipos de comerciais: os de medicamentos, por serem informativos e os de cervejas, por serem divertidos. Para ele, está aí o grande negócio - juntar a mensagem publicitária com a de entretenimento.

Capítulo 3 - O chamado geral de Heyer

Steven Heyer, executivo de marketing da Coca-cola, responsável por um dos maiores orçamentos de marketing do mundo, deixa claro a importância de se aderir ao novo sistema em palestra do seminário Madison & Vine.

Disse que a Coca-cola não pensaria duas vezes em se juntar a quem apresentasse boas idéias para aumentar as vendas e promover a marca neste novo cenário. Disse também que hoje é mais importante a economia baseada na experiência, na produção cultural do que a produção de bens.

Capítulo 4 - Tudo que é velho pode ser reciclado

A prática da inserção de produtos não é nova, muitos pintores renascentistas pintavam em seus quadros objetos de grande valor para a sociedade. Mas hoje, precisa se descobrir maneiras de fazer essa inserção de forma bem mais criativa, passando credibilidade e também conquistando os consumidores.

Capítulo 5 - Um videocassete turbinado

Esta nova tecnologia, dos DVRs (Digital Video Recorders), garante ao telespectador total autonomia, dando a ele o comando da TV e também a possibilidade de criar a sua própria programação. Ela, porém, coloca em riscos os rendimentos publicitários. Um estudo da CNW mostra que os usuários de DVR pulam 72,3% dos comerciais. No entanto, esse sistema também cria oportunidades, pois pode se colocar mais interatividade nos comerciais, para quem tem DVR, trazendo as vantagens da publicidade online (links que levam a mais informação) para a publicidade na TV.

Capítulo 6 - Fazendo a ponte

Um exemplo da fusão entretenimento e publicidade foi o evento da marca Victoria’s Secret, que montou um mega desfile, com uma super produção e que foi transmitido pela TV aberta. Este evento não foi nada mais nada menos do que um comercial de lingerie de 1h de duração. Os reality shows também são uma solução, porém eles têm vida curta e não serão reprisados, então os patrocinadores se tornaram parte dos programas.

Acredita que esta inserção traga credibilidade ao produto, já que o telespectador não pode zapeá-lo, só se deixar de assistir ao programa. Mas esta não é uma solução definitiva é preciso criar uma ligação emocional com o telespectador. Outro modelo são os patrocinadores que são acionistas de espetáculos virem proprietários, aumentando assim o potencial de crescimento.

Capítulo 7 - O futuro do TIVO (DVRs)

A empresa TIVO vem tentando fazer alianças com profissionais de marketing e de propaganda argumentando que os DVRs são um fato, e aderindo ao TIVO será possível agregar valor a propaganda, pois com ele há uma delimitação do público alvo e é possível fazer propaganda em formatos mais longos, com interatividade e diversão.

Acredita-se que a televisão entrará na terceira era. A primeira foi à dominação da TV aberta, a segunda a revolução da TV a cabo e a terceira será a do controle do consumidor.

Capítulo 8 - A loucura do cinema

Um grande impacto para os estúdios de cinema foi o fenômeno da bilheteria do fim de semana de estréia. A quantia arrecadada nesse fim de semana passou a mostrar se o filme seria um sucesso ou não. Com isto os investimentos de marketing se tornaram cada vez mais sofisticados e concentrados na estréia.

A indústria de cinema não quer correr muitos riscos então vem apostando em filmes franquias, que são filmes com potencial de continuação. Um dos grandes temores em relação ao cinema é a pirataria digital, que já atingiu o mercado da música e agora ameaça o cinema.

Capítulo 9 - Produzindo uma resposta

Para Joe Morgenstern, do The Wall Street Journal, o melhor comercial de carros foi o filme “Uma saída de mestre”, que coloca o carro Mini no centro do filme. Esta foi uma inserção do produto vista com admiração e inveja por parte dos não participantes do negócio.

Outras parcerias foram do filme O Gato (em inglês, The Cat in the Hat) com empresas como Burger King, Kraft, Kellogg`s, Hershey e outras. Esta parceria garantiu o sucesso de bilheteria no fim de semana de estréia quando a crítica já colocava o filme como intragável.

Outro exemplo é o da Jeep com o filme “Tomb Raider II”. A Jeep cedeu três carros para as gravações e em troca pode usar as filmagens para os comerciais e a própria estrela do filme.

Capítulo 10 - O barril de pólvora da BMW

Os comerciais de longo formato da BMW, que se parecem muito mais filmes do que propriamente comerciais se tornaram grande sucesso, tanto de crítica, quanto de público. Se tornando um novo modelo de propaganda.

Estes mini filmes contaram com a direção de conceituados diretores, além de participação de atores famosos. O grande desafio enfrentado foi que, para ser visto, precisava ser baixado do site da BMW. Não era mais a propaganda que procurava o consumidor e sim o contrário.

Normalmente se gasta 10% para produzir e 90% para divulgar. Nesse caso, as percentagens foram inversas. Todas as expectativas foram superadas. Houve uma integração da marca, em nenhum momento o carro aparece bonitinho e ninguém fala a respeito da qualidade ou superioridade do carro, mas exibem a personalidade do mesmo, de forma perfeita.

Capítulo 11 - BMW - a versão da casa

Este capítulo conta a conversa do autor com Jim McDowell, grande responsável pelos comerciais da BMW. Ele diz que avaliando o anunciante e seu público alvo, chegou a conclusão que era um público alvo reduzido.

Diante desta conclusão, pode tomar decisões efetivas junto aos compradores em potenciais, como oferecer um curso de pilotagem profissional de 300 dólares. A BMW procura fazer diferente do mercado. Ele fez parcerias com filmes do 007 e depois passou para os mini filmes. Foram 8, lançados a cada três semanas, a fim de gerar “buzz”, com a propaganda boca a boca. A cada lançamento eram adotadas estratégias diferentes. Desta maneira saíram vários artigos, reportagens, além da comunicação na internet.

Capítulo 12 - Pare a música, maestro

A diferença da indústria da música para os outros segmentos é que ela já foi atingida e tenta agora se recompor. As vendas vêm caindo por causa da pirataria. Uma das soluções encontradas foi o ITunes, criado pela Apple, onde as pessoas podem baixar músicas por US$ 0,99 e álbuns por US$ 9,99.

Também foram feitos processos contra pessoas que fazem downloads ilegais. Outra solução é a redução de preços, além da união com as marcas para aumentar a distribuição e verbas de marketing.

Capítulo 13 - Troque a música

A inserção da música com a propaganda é um fato que vem se tornando muito importante diante da crise desta indústria e que vem conquistando muitos defensores e adeptos.

Um exemplo foi a Coca-cola, em um comercial com artistas cantando uma música que depois foi incluída no CD dos mesmos. Estas parcerias acabam sendo muito valiosas para artistas iniciantes que não têm mais espaços em rádios e apoios do marketing.

Outros enxergam um modelo diferente, na qual os anunciantes receberiam uma porcentagem das vendas e em troca promoveriam os artistas de forma mais intensa.

Capítulo 14 - As milhas de Sting

Um dos melhores exemplos da convergência entre música e publicidade foi o vídeo-clipe da música Desert Rose, do Sting. O carro escolhido foi um Jaguar. Após a filmagem, os produtores perceberam que tinham filmado um comercial de carro e assim procuraram a agência de publicidade do Jaguar, que mostrou interesse.

O comercial foi ao ar e ultrapassou tudo o que já havia visto em termos de promoção de um álbum do Sting.

O sucesso foi enorme. Vendeu-se mais Cds do Sting. Vendeu-se mais carros Jaguar. E a Jaguar conseguiu melhorar seu posicionamento junto aos jovens, um desejo antigo da empresa.

Capítulo 15 - Passando os limites

Esse capítulo do livro fala sobre os problemas de se ultrapassar os limites. Não se pode perder o foco no consumidor e esquecer que ele vem em primeiro lugar. As novas formas de propagandas não podem ser feitas de maneira “preguiçosa” e sem criatividade.

Não pode faltar imaginação nem tratar o consumidor como um tolo, como é o caso de inserções grotescas em programas e filmes. Esta é uma ferramenta de marketing, mas não substitui as boas idéias.

Capítulo 16 - Os conectores

Termo aderido pelas agências para substituir os intermediários. Assim os conectores são aqueles que se relacionam tanto com as indústrias de entretenimento quanto com as agências de publicidade. Acredita-se que haja cada vez mais a necessidade desses conectores, pois os acordos são muito trabalhosos e se falam duas línguas diferentes.

Capítulo 17 - A prova dos 9

Como em toda nova mídia, contabilidade e métricas são essenciais para as alianças. Logo é preciso medir o retorno financeiro para ambos. O autor defende a idéia de que se deve estabelecer metas, padrões, para determinar este retorno, eliminando assim o chute e fazendo com que não haja desculpas para o não investimentos nessas as novas iniciativas.

Capítulo 18 - Seis regras simples

As idéias ditas anteriormente podem ser reduzidas em seis regras para o desenvolvimento delas:

  1. Rejeite o status quo - a mudança não é mais uma opção e sim uma necessidade econômica.
  2. Coopere - enquanto Hollywood está acostumada a dividir custos, as agências não gostam de trabalhar em equipe, mas para dar certo é preciso a cooperação mútua, já que quando os profissionais de marketing resolverem investir vão procurar um trabalho em equipe para que haja um melhor resultado.
  3. Exija responsabilidade - as ausências de padrões, mensurações, preço é um grande empecilho e estas novas estratégias não podem ser vistas como uma experiência.
  4. Mantenha-se flexível - o modelo ainda é novo e a única certeza é que ele vai ser diferente, então é preciso experimentar varias alternativas e experiências novas e ousadas.
  5. Deixe Fluir - neste novo ambiente são os consumidores que definem suas marcas para isso os profissionais precisam deixar mais soltas as regras sobre as mesmas, pois não se tem mais controle total sobre as mensagens publicitárias.
  6. Respeite o público - o consumidor não é tolo. Se for tratado como tal e sem respeito, os criadores não vão conseguir fazer com que seus produtos passem pela porta de entrada.

Esse resumo foi preparado por Maria Inês da Rocha Cavalcanti, publicado aqui com pequenas adaptações feitas por mim. O livro pode ser comprado no Submarino.

Esse é um anúncio do Jaguar, ou um clipe do Sting. O que você preferir ou os dois juntos. Um dos melhores exemplos já criados de comunicação por conteúdo, ou “branded content”.

O clip ajudou a melhorar o posicionamento do Jaguar junto ao público jovem nos EUA. E a veiculação do clip também ajudou a vender o CD do Sting como nunca.

Dica da Maria Inês, minha irmã, que acabou de ler “Publicidade + Entretenimento“, do Scott Donadon. É a tradução do livro “Madison & Vine“, clássico nos EUA como o primeiro que explica, analisa e faz um compêndio de experiências de empresas de publicidade e de mídia/entretenimento na busca de ações conjuntas e sinérgicas. O livro desencadeou um movimento nos EUA, que tem até evento anual.

Conheci o livro ao ler um artigo de um dos diretores da agência Sellulloid AG, no jornal Meio&Mensagem há uns 2-3 anos. No site da empresa, há uma definição muito bacana de branded content, ou comunicação por conteúdo.

Traduzindo ao pé da letra, branded content é conteúdo de marca. Ou, melhor dizendo, Comunicação por Conteúdo. Talvez você conheça a disciplina pelo nome de branded entertainment, ou infotainment, ou advertainment.

Seja qual for o nome (e a língua), estamos falando sempre de uma única coisa: transformar a mensagem de marca em algo divertido, útil e/ou relevante para o público. Tão simples que é óbvio. Tão valioso e difícil de se pôr em prática que se tornou o maior desafio das grandes marcas.

Como manter a eficácia e a eficiência da comunicação numa era de atenção fragmentada e de um deslocamento do poder para o consumidor? Sim. O consumidor dá as cartas agora. O público agora é o dono da bola, e o que as marcas precisam fazer é entrar no jogo do cliente e não tentar impor as regras.

É isso que um projeto de branded content faz. Ele troca o comercial zapeado na TV por um popular vídeo na internet. Ou usa a inteligência e respeito aos neurônios do consumidor ao integrar a marca ao enredo de um filme, de um programa de TV, de um livro, história em quadrinhos. Ele torna a marca em um jogo, em uma corrida de aviões, um reality show. São tantas as formas que é difícil identificar um projeto de Comunicação por Conteúdo à primeira vista. Até porque essa é a idéia.

Você interage com a marca, com seus valores, se identifica com ela, se engaja e consome seus produtos de uma forma tão suave, respeitosa e inteligente que nem se dá conta de que era uma mensagem de marca.

Fonte: Sellulloid AG.

Vou correr a “The Human Race”, organizada pela Nike em diversas cidades do mundo, em 31 de agosto de 2008. Vou participar da corrida em São Paulo, SP. O material promocional (site) é muito bem feito, vide fotomontagem acima.

A Nike já divulgou o mapa da corrida, ou no Google maps.

Desde quarta passada retomei minhas corridas quase diárias. O último mês tinha sido muito “corrido”, sem tempo para correr. Quero corrigir isso, daqui em diante.

Sigo na minha meta de correr em lugares legais e provas legais, como forma de me animar a correr mais. Tem funcionado bem.

Meu irmão, Joaquim, vai correr comigo, e també já começou os treinos.

Acessei no blog do Christian Barbosa uma apresentação muito boa sobre produtividade.

Bons comentários:

  • stress é o oposto de produtividade, mas amamos o stress

  • ser multi-tarefa é ruim, prefira foco e concentração

  • cuidado com informação em excesso

  • você não precisa ler tudo que recebe, ou tem a sua disposição

  • contato com pessoas, face-a-face, pode ajudar

  • informações importantes “virão” a você

  • remova as distrações, foque em poucas coisas, lembre-se do seu objetivo

  • o mais importante é o equilíbrio

Blog break

Muito trabalho = pouco tempo.

Pouco tempo = parada temporária no blog (volto em breve).

Colo

Ontem meu filho dormiu no meu colo, deitado no meu ombro.

Passando por uma ponte, em Buritis, Rondônia, há uma semana atrás.

Acabei de ler uma entrevista de Tim Ferriss, com o esloveno Martin Strel, que nadou o rio Amazonas inteiro. Gastou 66 dias, e uma equipe de cerca de 20 pessoas. Foram 3.274 milhas, ou 5.268 Km. Começou no Peru e terminou em Belém. 

Gostei muito do texto pois conta a história de como foi vencido um grande desafio. E o que Martin fez antes e durante para vencer, física e mentalmente. Além disso, mostra as marcas que uma provação dessas deixa na pessoa.

O “homem-peixe”, como ficou conhecido depois da façanha, quase morreu ao terminar. Mas sobreviveu para contar a história, e escrever um livro. Além do rio Amazonas, ele já nadou os rios Mississipi, Danúbio e Yangtze.

Quanto mais perigosa a viagem, mais aproveitamos cada momento. A música parece melhor, a comida tem mais sabor e até uma cachaça barata é saborosa.

Alguns pontos que mais gostei sobre a ”viagem”:

Desafios
- gente: piratas, animais: piranhas, cobras e candirú e doenças: malária e dengue.

Preparação
- seções de treinamento por ano, por categoria: natação 400, esqui 100, alpinismo 75, ginástica 75.
- ele considera o treinamento mental mais importante que o físico

Alimentação
- além de uma alimentação balanceada, bebe cerveja ou vinho diariamente para relaxar, o que considera fundamental.

O que faz durante as longas horas nadando
- pensa em inúmeras coisas, se esquecendo da natação, entrando em um estágio robô, com altíssima concentração, quase uma hipnose.

Trecho do livro “The Man Who Swam the Amazon”, escrito pelo guia da aventura, selecionado por Tim Ferris, que traduzo aqui.

Porque seguimos Martin nadando pelo Mississipi, Danúbio, Amazonas, ou Yangtze? A resposta é simples:

Uma expedição é 95% miséria e apenas 5% êxtase. Após três semanas de constante movimentação, muito longe de casa, algo estranho ocorre no homem. Ele se “quebra”. O primeiro sintoma é uma sensação de cansaço ou doença. Talvez até um pouco de medo e desamparo. Solidão. Então, alguma coisa muda lentamente. A pessoa se torna totalmente presente. Ele se esquece sobre todas as bobagens da vida. Nada importa mais.

O mesmo homem que era tímido, passivo, sem coragem, quando em casa ou na empresa, agora pode evoluir para uma pessoa que se senta numa mesa com pessoas perigosas, bebendo cerveja sem se preocupar, desfrutando cada minuto.

Depois, quando volta para casa e lida com os detalhes sem qualquer significado como contas de luz, pagamento de financiamento, e um trabalho sem sentido, um período de depressão inevitavelmente ocorre. Seus amigos não entendem porque ele quer deixar para trás sua existência aconchegante novamente, por mais três meses, para saltar na próxima oportunidade, em que ele próprio vai se sujeitar a momentos de miséria e perigo. Essas pessoas simplesmente não entendem.

O livro está a venda na Amazon.

Postagens Antigas »